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O que fazer por uma sociedade abandonada?

Hoje é mais um daqueles textos introspectivos, que parecem não ter nada haver com segurança pública, é mais um desabafo no meu querido diário. Respeitarei aqueles que se recusarem a lê-lo…
Tem dias que Deus te ensina a viver, a sonhar, a aprender a cada dia. Tem dias que Ele te prepara para ver as coisas que você nunca tinha visto. Deus tem me ensinado a adorar e respeitá-lo. Quanto mais eu O conheço, mais eu me conheço. E quanto mais eu me conheço, mais eu conheço e respeito meu semelhante. As tribulações da vida estão me ensinando a crescer, a ter paciência, a amar o próximo.
Pela manhã ganhei um presente. A sargento Paula do Posto Comunitário nº 13, do Riacho Fundo I, me fez um convite que tocou o meu coração, tocou minha alma. Tive a oportunidade de ver que o Haiti é aqui, que temos problemas enormes é que é necessário sermos solidários para mudar a situação de nossa sociedade. Tive a honra e o prazer de junto com alguns policiais do Riacho Fundo, meu amigo Roberto Lima – do sindicato dos Bombeiros Civis – e a professora Irani, da Escola Verde do Riacho Fundo I, visitar um ORFANATO.
Ministrei uma palestra sobre drogas naquele lugar, fui abraçado por crianças que nunca vi, mas que já marcaram minha vida para sempre. Creio que cada agente da segurança pública de nosso país deveria conhecer um lugar como esse. Ver a realidade de “futuros delinqüentes”, se algo urgente não for feito. Ninguém nasce marginal, ele se torna.
Percebi as dificuldades de quem quer abandonar o vício e não consegue. Vi o abandono de perto. Vi carência afetiva, jovens sem futuro e perspectivas. Precisando de uma palavra amiga, um abraço, um carinho.
O policial que visitar um lugar desse nunca mais será o mesmo. É um processo de reeducação. Vi minha arrogância, orgulho e omissão caindo por terra. Vi que não somos nada, se não olharmos e cuidarmos de nosso semelhante.
É fácil trabalhar na rua, prender “vagabundos”, sem conhecer a história de vida de cada um. Difícil é conversar com um jovem de 17 anos, criado por padrasto abusador, que começou a usar drogas aos 14 anos e não sabe como abandonar o vício. Você vê a vontade e o desejo de mudança, mas como fazê-la? É fácil julgar e condenar. Difícil é procurar alternativas para mudar essa triste realidade. Com certeza esse jovem aprendeu algo, tivemos uma longa conversa, mas creio que aprendi mais que ele…
Tenham um ótimo final de semana.
Cuidem de sua família, daqueles amam…
Protejam seus filhos, para que um traficante não o adote.
A melhor proteção é o amor e o respeito!
A mudança parte de você para os outros…
“Você perde tudo aquilo que não respeita. E atrai tudo aquilo que respeita.”
Para saber mais sobre Juventude e Violência basta clicar nos links abaixo:
Juventude vigiada
Violência e juventude

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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