Após a criação do Blog Policiamento Inteligente minha vida mudou completamente. Tenho entrado em lugares aonde jamais imaginei. Cursar uma especialização em segurança pública e cidadania foi o “ponta-pé” inicial para isso. Cada dia me surpreendo com o alcance desse espaço.
Já contei aqui e em uma entrevista para o programa Segurança Total a experiência que tive ao conhecer duas jornalistas (Irene Oliveira e Polyana Nicolau), que se tornaram minhas amigas, por meio do blog. Hoje a história se repete. Tive a oportunidade de conhecer a Rebeca de Bem e a Joyce Pires, pessoas maravilhosas, super profissionais.
Recentemente recebi um email da Rebeca que dizia:
Bom dia!
meu nome é Rebeca de Bem e sou uma das produtoras do blog da pré-campanha da Dilma Rousseff (dilmanaweb) e gostaria de uma entrevista. Estou produzindo uma matéria sobre policiamento comunitário e queria que você nos contasse a sua experiência.
Só lembrando que, apesar de ser uma matéria para o blog da candidata, não pretendemos relacionar a sua imagem a Dilma.
Gostaria que você entrasse em contato comigo para que possamos conversar.
Desde já, agradeço!
Rebeca.

Desse email resultou uma entrevista para o Blog da Dilma, que muito me alegrou. Falamos de muitos assuntos, mas devido ao tempo só um comentário foi ao ar, mas foi maravilhosa a experiência de divulgar o policiamento comunitário e a nossa Polícia Militar para todo o Brasil.
Enquanto essa semana no DF, o projeto de postos foi “MASSACRADO” pela imprensa local, no Governo Federal ele é referência. Como afirmo em meu livro, a vantagem dos POSTOS É O ESPALHAMENTO NO TERRITÓRIO E O REFERENCIAL PARA A COMUNIDADE, o que para a realidade de muitos municípios brasileiros seria um grande avanço.
Expliquei nessa entrevista que a vantagem é a ocupação territorial, que corre o risco de engessar o policial, caso ele não tenha um perfil comunitário e a visão de que o posto é somente um referencial para a comunidade. Falei também da necessidade de mesclar outras ações aos postos, cada posto deve ter uma viatura para deslocamento dos policiais do posto em caso de emergência (atendimento de ocorrência) e sistema de informação integrada, além de outras questões, como a importância do nível superior para ingresso nas corporações de todo o Brasil e o papel do policial enquanto mediador de conflitos.
Todo planejamento deve ser precedido de um PROJETO BÁSICO OU PILOTO e faltou isso no Distrito Federal ao se afirmar que seriam construidos trezentos postos. A nível de Brasil poderíamos dizer que Brasília foi um teste (projeto piloto) que apesar dos pesares deu certo. Esbarrou em algumas dificuldades, mas que no geral atende as expectativas da comunidade, pelos menos aquelas que margeiam os postos. Não podemos esquecer que não vendemos SEGURANÇA, nos limitamos apenas a essa sensação, o que é um tema que pode ser debatido de diversos ângulos.
Em minha opinião, qualquer ação de polícia comunitária será fracassada se o POLICIAL não COMPREENDER A FILOSOFIA COMUNITÁRIA. Não podemos esquecer que a filosofia é a base dessa construção, diria até que o método seria as paredes, a ação institucional simplesmente o TETO e a ação individual o acabamento do ambiente.
Já imaginou morar em uma casa sem teto e sem acabamento?
Mas já imaginou uma casa com um acabamento bonitinho, com teto, mas com uma base fraca, que pode cair a qualquer momento?
Talvez esse seja nosso problema. Não temos base!
Além disso, somos imediatistas. Vivemos abandonando projetos sem descobrir seus erros para poder aperfeiçoá-los!
Vivemos em um grande círculo vicioso de repetição de erros!
Jogamos a culpa em todos, principalmente a sociedade, mas não temos a capacidade de assumir nossos próprios erros!
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Fonte: http://www.dilmanaweb.com.br/video/cresce-o-policiamento-comunitario/