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Leitor, gosta de pêssegos?

Como essa semana é atípica, resolvi colocar mais um texto para nossa reflexão. Ele representa um pouco do que é esse espaço. O Blog Policiamento Inteligente tem o objetivo de nos levar a uma reflexão sobre nossa polícia, nossa vida e principalmente sobre nossas práticas no dia a dia policial.
Sempre afirmei que escrevo como os artistas em época de ditadura, os textos são músicas com duplo sentido, devendo a cada leitor interpretá-los. Esse espaço é um curso de formação de liderança, de polícia comunitária, de mediação de conflitos…
É uma visão sociológica e reflexiva de nossa polícia e nosso interior, enquanto seres humanos e indivíduos.
Não acredito em uma mudança MACRO DA POLÍCIA, antes de uma mudança MICRO.
A mudança é individual, que somada chegará a uma mudança institucional. Chamo isso de REVOLUÇÃO CULTURAL de nossa Corporação. A instituição é feita de indivíduos, somos resultado de nossos relacionamentos, de nossa interação com o meio o qual pertencemos.
Crescendo intelectualmente avançaremos institucionalmente. É algo lento, mas possível…
Para quem não entende meu objetivo, deixo o texto abaixo, e os convido a uma reflexão…

Separados somos fracos, juntos somos IMBATÍVEIS!

“Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se afirma; pelo conhecimento se encherão as câmaras de toda sorte de bens, preciosos e deleitáveis. Mais poder tem o sábio do que o forte, e o homem de conhecimento mais do que o robusto. Com medidas de prudência farás a guerra, na multidão de conselhos está à vitória.” (Provérbios de Salomão)
Parábola
Um Mestre Sufi contava sempre uma parábola no final de cada aula, mas os alunos nem sempre entendiam o seu significado.
– Mestre, perguntou um deles, certo dia: Você conta-nos contos, mas nunca nos explica o que significam.
– As minhas desculpas, disse o Mestre. Como compensação, deixa-me que te ofereça um belo pêssego.
– Obrigado, Mestre. Disse o discípulo, comovido.
– Mais ainda, disse o Mestre: como prova do meu afeto, queria descascar-te o pêssego. Permites que o faça?
– Sim, muito obrigado. Disse o discípulo.
– E, já que tenho a faca na mão, não gostarias que eu cortasse o pêssego em pedaços, para que te seja mais fácil comê-lo?
– Sim, mas não quero abusar da tua generosidade, Mestre…
– Não é um abuso; sou eu que estou oferecendo. Quero apenas agradá-lo. Permita-me também que mastigue o pêssego antes de te oferecer…
– Não, Mestre! Não gostaria que fizesse isso! – queixou-se o discípulo, surpreendido.
O Mestre fez uma pausa e disse:
– Se vos explicasse o sentido de cada conto, seria como dar-vos de comer fruta mastigada.

Que cada um de nós possa ter a cada dia uma mente sã em um copo são. E que o domínio do Espírito possa ser uma busca diária, assim, tendo como resultado, a sabedoria e o crescimento individual de cada… Não podemos mudar o mundo ou nossa instituição, mas podemos mudar o nosso interior…
Venha, junte-se a nós nesse sonho…
Sufi Bayazid nos conta, o seguinte de si mesmo:
“Na juventude, eu era um revolucionário e assim rezava: ‘Dai-me energia, ó Deus, para mudar o mundo!’
Ao chegar à meia-idade, notei que metade da vida já passara sem que eu tivesse mudado homem algum.
Então, mudei minha oração, dizendo a Deus: ‘Dai-me a graça, Senhor, de transformar os que vivem comigo dia a dia, como minha família e meus amigos; com isso já ficarei satisfeito’
Agora que sou velho e tenho os dias contados, percebo bem quanto fui tolo assim rezando.
Minha oração, agora, é apenas esta: ‘Dai-me a graça, Senhor, de mudar a mim mesmo’
Se eu tivesse rezado assim, desde o princípio, não teria esbanjado minha vida.”
Obs: Desculpe-me os erros de português…

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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