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Prisão sem muros – Somos livres ou escravos?

A cada dia chego a conclusão de que ser policial militar é viver em uma prisão sem muros. A frase é forte, mas é isso mesmo.
Somos culpados por nossas próprias mazelas. Quando digo nós, estou me referindo aos nossos antepassados na Corporação. Alguns podem me lembrar das boas conquistas, também devemos agradecer a eles, mas ainda temos mais mazelas que conquistas, pois essas se iniciaram nos últimos dez anos.

Tenho discutido bastante sobre o tema mobilização social e a importância de ocuparmos cargos importantes no governo, mas “criamos” uma estrutura “escravagista” que nos impede de fazermos isso. Enquanto fomos enganados com o discurso SALARIAL deixamos de lado a ARTICULAÇÃO POLÍTICA  e nos tornamos ESCRAVOS DO SISTEMA.

Não será fácil rompermos com esse pensamento. No imaginário coletivo é melhor termos um soldado com a mão para trás na esquina do que ele em órgãos do executivo pensando segurança pública! Reflexo do nosso modelo arcaico de polícia! Precisamos avançar nesse sentido!
As requisições em nossa Corporação somente são facilitadas para a nobreza interna. Nós “vassalos” somos encurralados em nossas “senzalas” não podendo expandir nossos horizontes…O mais interessante é que fomos nós (antepassados) quem definiu as regras.

LIBERDADE, ABRE AS ASAS SOBRE NÓS!
A POLÍCIA PRECISA MUDAR!
A POLÍCIA VAI MUDAR!!!

Detalhe na foto: Um negro (capitão do mato) CASTIGA outro negro (escravo). O capitão do mato era livre? Nós somos livres?

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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