A disputa presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais equilibrados. Pesquisa divulgada nesta terça-feira (5/5) pelo instituto RealTime Big Data indica que o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.
No cenário testado, Lula registra 43% das intenções de voto, enquanto Caiado aparece com 42%. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico.
O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 4 de maio, com 2 mil eleitores em todo o país. O nível de confiança é de 95%, e o estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
Além do confronto com Caiado, o estudo também aponta disputas apertadas em outros cenários de segundo turno. O presidente empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro, que aparece numericamente à frente com 44% contra 43%. Já em uma simulação com Ciro Gomes, ambos atingem 43%.
Contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Lula mantém vantagem numérica, com 43% contra 39%, embora o resultado também esteja no limite da margem de erro.
No primeiro turno, o atual presidente lidera as intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro. Caiado aparece em patamar mais baixo, variando entre 4% e 5%, a depender do cenário apresentado ao eleitor.
Mesmo com desempenho ainda modesto na primeira etapa, o nome de Caiado ganha relevância quando projetado em um segundo turno. O resultado indica potencial de crescimento e consolidação como alternativa competitiva em um cenário polarizado.
Outro fator que reforça essa percepção é a avaliação positiva de sua gestão à frente do governo de Goiás. Levantamento recente da Genial/Quaest apontou o ex-governador entre os mais bem avaliados do país, com 84% de aprovação, índice que o coloca em posição de destaque no cenário político nacional.
Os dados revelam um ambiente eleitoral ainda aberto e em formação, com espaço para movimentações e crescimento de candidaturas. A tendência de equilíbrio em diferentes cenários reforça que a disputa de 2026 deve ser marcada por competitividade e incerteza até os momentos decisivos.
