Goiás atingiu, em 2024, o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) já registrado em sua história e passou a integrar oficialmente o grupo dos estados brasileiros classificados com alto desenvolvimento humano. Os dados fazem parte do Radar IDHM 2026, levantamento elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pela Fundação João Pinheiro (FJP) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o estudo, Goiás alcançou índice de 0,815, ficando acima da média nacional, de 0,805. O desempenho colocou o estado na 7ª posição do ranking brasileiro e na 2ª colocação da região Centro-Oeste, atrás apenas do Distrito Federal.
O levantamento aponta que o avanço está relacionado ao crescimento econômico, ampliação de investimentos públicos e fortalecimento de políticas sociais nas áreas de educação, saúde, infraestrutura e segurança pública. Nos últimos anos, o estado também ampliou programas voltados à geração de emprego, proteção social e melhoria da qualidade de vida da população.
O governador Daniel Vilela afirmou que os resultados refletem um ciclo de desenvolvimento aliado ao equilíbrio fiscal e à expansão de oportunidades. Segundo ele, o crescimento do estado tem sido acompanhado por políticas públicas voltadas à melhoria concreta das condições de vida da população.
Os dados mostram ainda uma evolução contínua ao longo da última década. Em 2012, Goiás registrava IDHM de 0,744. Em 2019, antes da pandemia, o índice chegou a 0,780. Já em 2021, durante os impactos da crise sanitária da Covid-19, houve retração para 0,755. Em 2024, o estado atingiu o melhor resultado da série histórica, consolidando a recuperação e o avanço dos indicadores sociais.
A educação apareceu como principal destaque do levantamento. Goiás alcançou índice de 0,821 nessa dimensão, considerado o 4º melhor desempenho do país e acima da média nacional, de 0,798. O indicador coloca o estado na faixa de muito alto desenvolvimento humano em educação.
Entre os fatores apontados para o avanço estão a expansão do ensino em tempo integral, programas de permanência escolar, modernização das unidades de ensino e ações sociais voltadas à redução das desigualdades.
Outro ponto destacado pelo estudo foi a redução das diferenças raciais nos indicadores de longevidade. Goiás apresentou a segunda menor diferença do país entre população branca e população negra nessa dimensão, ficando atrás apenas do Distrito Federal.
No Índice de Desenvolvimento Humano Municipal Ajustado à Desigualdade (IDHMAD), Goiás também apresentou desempenho acima da média nacional, alcançando índice de 0,672 e ocupando a 6ª colocação entre os estados brasileiros.
