Estruturas que antes faziam parte das obras de modernização do Hospital de Base do Distrito Federal estão ganhando uma nova utilidade na rede pública de saúde. Materiais retirados durante intervenções na unidade hospitalar foram transformados em espaços de convivência destinados ao descanso e acolhimento de profissionais e pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) administradas pelo IgesDF.

As primeiras áreas já foram implantadas nas UPAs de Recanto das Emas e Ceilândia II. Os ambientes receberam mobiliário para descanso, pontos de energia para carregamento de dispositivos eletrônicos e elementos de paisagismo, proporcionando locais mais confortáveis para pausas ao longo da rotina de trabalho e para atividades voltadas à recuperação e bem-estar dos pacientes.

A iniciativa surgiu dentro das ações voltadas à qualidade de vida no ambiente de trabalho, com foco na valorização dos profissionais que atuam diariamente no atendimento à população. A proposta busca oferecer espaços adequados para descanso e integração em unidades que operam sob intensa demanda assistencial.

Além dos benefícios para colaboradores e usuários do sistema de saúde, o projeto também se destaca pelo viés sustentável. Em vez de serem descartados, diversos componentes provenientes das reformas do Hospital de Base foram reaproveitados, reduzindo desperdícios e dando nova finalidade a materiais que ainda possuíam condições de uso.

O trabalho envolveu equipes de engenharia, arquitetura, infraestrutura, manutenção e fiscalização do instituto. A articulação entre os setores permitiu transformar o que seria apenas uma etapa operacional da obra em uma ação voltada à humanização dos serviços de saúde.

De acordo com o cronograma do IgesDF, outras unidades também receberão estruturas semelhantes. As próximas etapas contemplam as UPAs de Ceilândia I, Vicente Pires e Riacho Fundo, onde os trabalhos de adequação já foram iniciados.

Para a direção do instituto, a iniciativa demonstra que é possível unir gestão eficiente de recursos, sustentabilidade e cuidado com as pessoas. A expectativa é que os novos ambientes contribuam para melhorar a qualidade de vida dos profissionais, fortalecer o atendimento humanizado e oferecer mais conforto aos pacientes que utilizam a rede pública de saúde do Distrito Federal.