A governadora Celina Leão (PP) decidiu reagir com firmeza à circulação de panfletos que utilizam sua imagem associada ao número 22. Candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, Celina reforçou que seu número correto nas urnas é 11 e defendeu uma campanha baseada no respeito ao eleitor e na responsabilidade política.

O episódio ganhou dimensão policial após a abertura de investigação para apurar a distribuição do material. Conforme informações divulgadas pela imprensa, a 3ª Delegacia de Polícia busca identificar três mulheres suspeitas de distribuir e afixar os cartazes no Cruzeiro Velho.

A apuração deverá esclarecer um ponto fundamental: quem está por trás da produção e da distribuição dos impressos.

Enquanto a polícia trabalha para estabelecer as responsabilidades, Celina adotou uma postura de orientação aos eleitores e também aos próprios apoiadores. A governadora pediu que sua militância não responda a provocações e defendeu que a disputa eleitoral permaneça distante de confrontos e episódios de violência.

A posição contrasta com o ambiente de tensão provocado pela circulação de material contendo informação incorreta sobre sua candidatura.

Celina aposta na informação para combater confusão

No primeiro turno, a campanha da governadora havia optado por uma presença mais moderada de materiais nas ruas, inclusive como forma de reduzir a poluição visual. No segundo turno, diante dos episódios envolvendo seu número, a estratégia passou a enfatizar uma informação objetiva: Celina Leão é 11.

A governadora considera que a confusão entre números pode ter provocado prejuízos eleitorais. “Esse erro nos levou ao segundo turno. A gente quer levar o número certo”, declarou.

A afirmação representa a avaliação política da candidata. Independentemente do impacto efetivo sobre o resultado das urnas, a circulação de material com fotografia de uma candidata e número diferente daquele registrado oficialmente cria um problema evidente de informação para o eleitor.

Firmeza sem abrir espaço para violência

Ao mesmo tempo em que cobra esclarecimentos, Celina tenta conduzir sua reação sem estimular confrontos nas ruas. A orientação para que seus apoiadores evitem provocações reforça a estratégia de apresentar sua candidatura como uma alternativa de estabilidade e responsabilidade nesta reta final.

A governadora também cobrou do adversário compromisso semelhante, aumentando a pressão para que todos os campos políticos repudiem qualquer iniciativa destinada a confundir o eleitor.

Críticas, divergências e confronto de propostas fazem parte de uma eleição democrática. Desinformação sobre o número de um candidato, entretanto, precisa ser investigada e combatida.

Até o momento, não há conclusão da investigação que atribua ao PT ou à campanha adversária a produção dos panfletos. Caberá à Polícia Civil identificar os responsáveis e esclarecer se houve organização política por trás da distribuição.

Para Celina, a resposta imediata será dada com informação e mobilização. Em vez de entrar no terreno das provocações, a governadora busca concentrar a reta final da campanha na divulgação de suas propostas, de sua gestão e, principalmente, de uma mensagem que pretende fazer chegar a todos os eleitores do Distrito Federal:

Celina Leão é 11.