O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado participou, na última quinta-feira (23/4), de um encontro com representantes do setor produtivo na sede do Sistema Faemg Senar, em Belo Horizonte. A agenda reuniu produtores rurais, empresários e autoridades políticas, em um ambiente voltado ao debate sobre o futuro do agronegócio brasileiro.

A recepção foi conduzida pelo presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, acompanhado de dirigentes da entidade. Também estiveram presentes os deputados Cássio Soares, Gil Pereira e Tito Torres, além do presidente do Sistema Fecomércio MG, Nadim Donato, do presidente da ACMinas, Cledorvino Belini, e de outras lideranças empresariais.

Na abertura, Antônio de Salvo destacou a importância da presença de representantes públicos dispostos a ouvir as demandas do campo. Segundo ele, a aproximação entre o setor produtivo e a classe política é essencial para garantir avanços estruturais na agropecuária.

Durante sua fala, Caiado reforçou o papel do agronegócio como um dos principais sustentáculos da economia brasileira. Ele ressaltou a capacidade do setor de abastecer o mercado interno e contribuir de forma significativa para a segurança alimentar global, destacando a evolução tecnológica da produção rural ao longo dos anos.

Apesar do cenário positivo, o pré-candidato alertou para entraves que ainda limitam o crescimento do agro. Entre os principais desafios apontados estão o acesso restrito ao crédito, as taxas de juros elevadas, o aumento dos custos de produção — especialmente combustíveis — e a necessidade de maior previsibilidade no fornecimento de insumos.

Outro ponto abordado foi a situação da cadeia leiteira, considerada fundamental para pequenos e médios produtores. Caiado criticou a concorrência com produtos importados e defendeu maior atenção às políticas comerciais para evitar prejuízos à produção nacional.

O pré-candidato também destacou a importância de avançar na industrialização do país, agregando valor à produção primária e ampliando a geração de emprego e renda. Segundo ele, o Brasil tem potencial para crescer de forma integrada nos setores de alimentos, energia, combustíveis e fertilizantes.

A agenda em Minas Gerais reforça a estratégia de diálogo com o setor produtivo e evidencia o protagonismo do agronegócio no debate sobre desenvolvimento econômico e políticas públicas no país.