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Ao Myles e demais ofendidos por minhas palavras!

Hoje eu diria que somos espartanos com pensamento de escravos. É profunda a afirmação… Os espartanos eram livres e lutavam pela liberdade de outros!
Li os comentários nesse blog e no orkut, mas prefiro calar-me. Com certeza refletirei sobre eles. As críticas sempre me fazem crescer como pessoa. Lembrei-me dos ataques quando escrevi sobre o último concurso de soldado. Na época fui duramente atacado…
Não responderei aos questinamentos nesse momento para não alimentar possíveis rivalidades que não existem. As emoções nunca são bons mestres. Procuro não agir no calor das emoções. A dor e a raiva nos fazem perder a noção das palavras. Conversei bastante com o Alexandre sobre o assunto. Como disse volto a dizer palavra por palavra, não somente ao Myles, mas a todos que se sentiram ofendidos. Até mesmo aqueles que não foram ao evento, mas resolveram “comprar a briga”:
“Caro Myles, peço perdão pela falta de habilidade ao abordar o tema no blog. Não queria ofendê-lo em nenhum momento. Sei que quer o melhor para nossa Corporação. Você vai longe. Não alimentarei disputas que não existem. Separados, nós praças somos fortes, juntos somos imbatíveis!”
Aderivaldo – Soldado PMDF

Deixo a reflexão para amadurecermos:
APRENDENDO A ESCREVER NA AREIA
Dois grandes mercadores árabes, de nomes Amir e Farid, eram muito amigos e, sempre que faziam suas viagens para um mercado onde vendiam suas mercadorias, iam juntos, cada qual com sua caravana, seus escravos e empregados. 
Numa dessas viagens, ao passarem junto a um rio caudaloso, Farid resolveu banhar-se, pois fazia muito calor. 
Em dado momento, distraíndo-se, foi arrastado pela correnteza. Amir, vendo que seu grande amigo corria risco de vida, atirou-se nas águas e, com inaudito esforço, conseguiu salvá-lo
Após esse episódio, Farid chamou um de seus escravos e mandou que ele gravasse numa rocha ali existente, a seguinte frase: 
“AQUI COM RISCO DE SUA PRÓPRIA VIDA, AMIR SALVOU SEU AMIGO FARID.”
Ao retornarem, passaram pelo mesmo lugar, onde pararam para rápido repouso. Enquanto conversavam, tiveram uma pequena discussão e Amir, alterando-se, esbofeteou Farid. Este aproximou-se das margens do rio e, com uma varinha, assim escreveu na areia: 
“AQUI, POR MOTIVOS FÚTEIS, AMIR ESBOFETEOU SEU AMIGO FARID.”
O escravo que fora encarregado de escrever na pedra o agradecimento de Farid, perguntou-lhe:
Meu senhor, quando fostes salvo, mandaste gravar aquele feito numa pedra e agora escreveis na areia o agravo recebido. Por que assim o fazeis?
Farid respondeu-lhe:
Os atos de bondade, de amor e abnegação devem ser gravados na rocha para que todos aqueles que tiverem oportunidade de tomar conhecimento deles, procurem imitá-los. 
Ao contrário, porém, quando recebemos uma ofensa, devemos escreve-la na areia, próxima as águas para que desapareça, levada pelo mar‚ a fim de que ninguém tome conhecimento dela e, acima de tudo, para que qualquer magoa desapareça prontamente do nosso coração.” Autor Desconhecido

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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