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O verdadeiro corporativismo dentro da polícia!

O ser humano é impressionante. Quanto mais eu o conheço, mais eu o admiro. Ao mesmo tempo, mais eu vejo que o desconheço.
 Sempre que converso com as pessoas, vejo o quanto são despreocupadas com tudo o que as rodeia. Utilizam a máxima do “deixa a vida me levar, vida leva eu.”
Colocam o tempo como aliado, como se fossem eternas, não percebendo o quanto ele é inimigo. O tempo leva as pessoas que amamos. O tempo esfria os amores, os relacionamentos. O tempo nos rouba a vida. As pessoas não conseguem perceber que o tempo nessa terra é regressivo. Não é mais um dia vivido somente. É menos um para viver. É menos dias ao lado daqueles que amamos. É importante entendermos isso para termos foco, objetivo de vida.
Ontem recebi um email, no blog, que mexeu comigo. Uma esposa de um policial de Planaltina, desesperada, pedindo ajuda. O colega está se destruindo, acabando com sua família. Entrei em contato com o comandante do Batalhão de Planaltina, que é meu amigo, e sei que ele fará o melhor para ajudar essa família, mas infelizmente sei que não será o suficiente, pois depende do policial.
Quantos colegas destroem sua vida? Quantos estão deixando serem levados pela vida? Quantos possuem a coragem de lutar contra a realidade a sua volta?
Fico me lembrando da invasão onde morei por quinze anos, do barraco de madeira, cheio de goteiras, do dia em que caiu um temporal e levou todo o teto, dos amigos que viraram bandidos, que morreram no Caje ou estão na Papuda.
Nunca aceitei essa realidade. Minha família é minha base. Meu pai sempre me disse: “filho, abaixo de Deus aqui na terra, são os livros que fazem a diferença na vida de um homem!” Sábias palavras. Ensinaram-me a não aceitar minha triste realidade. Falo isso para as várias famílias de policiais não aceitarem a realidade impostas a eles. É preciso força de vontade. Toda escolha implica em uma renúncia.
O “tempo não para”, como diria o poeta, a vida também não. É preciso se levantar diante da adversidade. É preciso mudar a realidade de nossas vidas e ao nosso redor. Antes de mudarmos nossas instituições, precisamos mudar as pessoas. Investir no ser humano. Preocuparmo-nos com ele. Dedicarmo-nos a ele.
 Precisamos nos unir para ajudar nossos irmãos policiais que estão com dificuldade. Isso é corporativismo. É diferente. Temos que defendê-los antes que cometam algum erro grave e sejam punidos. Antes que interfiram em outras famílias.
Conto contigo Comandante (mestre). Sei que irá ajudar nosso colega. Será um “pastor” cuidando de uma “ovelha ferida”. Precisando de ajuda, sabe que pode contar comigo! É preciso resgatar nossos irmãos do vício, que destrói famílias e matam sonhos…
A construção é diária!

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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