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Ontem tive vergonha dos políticos de nosso país!

Hoje tive a oportunidade de ministrar aula de Chefia e Liderança para futuros sargentos da Corporação, durante a aula percebi que a ausência de liderança em nossa Corporação nos traz grandes problemas e gera uma grande confusão na mente de nossos policiais.Liderar em minha concepção significa influenciar, esta dentro da visão de John Maxwell. Liderar não significa ser “político” em sua pior essência.  Precisamos compreender que quem faz política para “sobreviver” é político profissional e que quem vive para “fazer política” é cidadão. Precisamos compreender a necessidade de exercermos nossa cidadania plena, dentro e fora da Corporação.
As Corporações Policiais são intituições políticas, não podemos nos esquecer disso. Nós, enquanto atores do sistema de segurança pública, possuímos características que nos tornam líderes em potencial nas comunidades em que atuamos, principalmente dentro do paradigma da segurança cidadã. Temos poder, autoridade, legitimidade, coragem, dentre outras caracteríticas que são comuns aos grandes líderes. Precisamos conquistar a confiança da comunidade para sermos legitimados enquanto verdadeiros líderes nas áreas em que atuamos. Todo policial é um líder em potencial, mas precisamos nos profissionalizar!
Ainda sobre o tema cidadania, ontem tive vergonha dos políticos de nosso país ao ver as cenas da sessão que “inocentou” uma deputada “suspeita” de corrupção. Uma imagem fala mais que mil palavras. O pior não foi ver as cenas. O pior foi ouvir e compreender que um “cidadão comum” pode ser corrupto.
Após ouvir isso lembrei-me do jeitinho brasileiro e das trocas de favores exigidos para que as “coisas” fluam em certos setores de nossa sociedade e de nossa micro-sociedade. Lembrei das famosas gavetas e do filme tropa de elite e sua famosa frase: “Para você rir é preciso fazer-me rir”. Não sei quem é pior, se aquele que faz a proposta “indecente”, ou o outro que a aceita. Ao ceder a certas pressões estamos alimentando um círculo vicioso em nosso meio, cujo o qual queremos acabar. Quem se corrompe nas pequenas coisas, corrompe-se nas grandes.

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”
Ayn Rand, filósofa russo-americana, Publicado no Face do TC Coronel Sant´Anna

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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