A agressão sofrida por um jovem de 18 anos em Águas Claras reacendeu o debate sobre a necessidade de aperfeiçoar os instrumentos legais voltados ao atendimento de pessoas em grave sofrimento mental. Diante do episódio, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), voltou a defender a adoção da internação involuntária humanizada como medida de proteção à população e ao próprio paciente.

Para a governadora, situações em que uma pessoa perde completamente a capacidade de discernimento e passa a representar risco para si ou para terceiros exigem uma resposta rápida do Estado, com foco no tratamento e no cuidado, e não apenas na responsabilização criminal.

Celina lembrou que encaminhou à Câmara Legislativa uma proposta sobre o tema e afirmou que a iniciativa busca oferecer uma alternativa humanitária para casos de surtos graves, permitindo que essas pessoas recebam acompanhamento especializado antes que novas tragédias ocorram.

Ao comentar o caso, a chefe do Executivo também manifestou preocupação com as limitações da legislação atual. Segundo ela, quando o sistema não dispõe de mecanismos adequados para garantir tratamento imediato, indivíduos em situação de vulnerabilidade acabam retornando às ruas sem o atendimento necessário, mantendo o risco de novos episódios de violência.

A governadora defendeu que o debate seja conduzido com responsabilidade e priorize a preservação da vida. Em sua avaliação, a proteção da sociedade e a assistência às pessoas em sofrimento mental devem caminhar juntas, superando divergências ideológicas em favor de soluções práticas e eficazes.

O caso que motivou a manifestação ocorreu na Rua 4 Norte, em Águas Claras, onde um jovem teve o rosto gravemente ferido após ser atacado por um homem em situação de rua. A ocorrência gerou ampla repercussão e reforçou a discussão sobre políticas públicas de saúde mental, segurança e assistência social.

Com a defesa de medidas preventivas e de um atendimento mais efetivo às pessoas em surto, Celina Leão reafirma a posição de seu governo de buscar soluções que conciliem acolhimento humanizado, proteção da população e fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde mental.