A construção do Terminal Rodoviário do Jardim Botânico avançou para a fase de execução, consolidando uma intervenção estratégica não apenas para a mobilidade urbana, mas também para o fortalecimento da segurança pública no território. O contrato para a obra foi formalizado em 1º de abril de 2026 pelo Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob).
O equipamento será implantado no Setor Habitacional Jardins Mangueiral, em área conhecida como “Área do Dente”, próxima à Avenida Pau-Brasil. Com investimento de aproximadamente R$ 5,5 milhões e prazo de execução de 18 meses, o projeto será executado pela empresa Hexa Engenharia e Construções Ltda, vencedora do processo licitatório.
Mais do que uma infraestrutura de transporte, o terminal se insere em uma lógica contemporânea de planejamento urbano, alinhada a conceitos como o CPTED (Crime Prevention Through Environmental Design) — que defende que ambientes bem planejados, iluminados e organizados reduzem oportunidades para a prática de crimes e aumentam a sensação de segurança da população.
O projeto prevê oito baias de embarque e desembarque, além de estruturas de apoio como bilheterias, sanitários, bicicletário e áreas destinadas a serviços. A proposta inclui ainda previsão para futura instalação de sistema de energia solar, reforçando o conceito de sustentabilidade associado ao equipamento público.
Do ponto de vista da segurança urbana, a implantação do terminal tende a gerar efeitos diretos e indiretos: aumento da circulação de pessoas em horários ampliados, presença institucional mais constante, organização dos fluxos urbanos e redução de áreas degradadas — fatores historicamente associados à diminuição de ocorrências e ao fortalecimento do controle social do espaço.
Além disso, o terminal foi concebido para ampliar a integração do transporte público na região, com potencial para operação de linhas circulares de micro-ônibus, conectando condomínios do Jardim Botânico ao sistema principal. Essa integração reduz deslocamentos informais, melhora a previsibilidade dos fluxos e contribui para um ambiente urbano mais seguro e eficiente.
Durante sua gestão como administrador regional, Aderivaldo Cardoso teve atuação direta na articulação institucional que viabilizou o projeto, em conjunto com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) e a Semob. O trabalho envolveu a cessão da área, o alinhamento técnico e o avanço dos trâmites administrativos até a conclusão da licitação e assinatura do contrato.
A formalização contratual marca a transição do projeto da fase de planejamento para a execução, com recursos assegurados e cronograma definido. Para especialistas em gestão urbana e segurança pública, iniciativas desse tipo evidenciam como intervenções estruturais, quando bem planejadas, podem atuar como ferramentas efetivas de prevenção e qualificação do espaço urbano.
O Terminal Rodoviário do Jardim Botânico passa, assim, a integrar um conjunto de ações que demonstram, na prática, a relação direta entre mobilidade, ordenamento territorial e segurança pública — pilares centrais do conceito de policiamento inteligente.
“O Terminal Rodoviário do Jardim Botânico não é apenas uma obra de mobilidade. Ele faz parte de uma estratégia maior de organização do território. Quando você qualifica o espaço urbano, melhora a iluminação, organiza os fluxos e aumenta a presença de pessoas, você reduz vulnerabilidades e fortalece a segurança. É assim que se constrói, na prática, o conceito de policiamento inteligente.” — Aderivaldo Cardoso, ex-administrador regional do Jardim Botânico.
