Os gestores das escolas públicas do Distrito Federal foram diplomados em cerimônia ocorrida nesta semana e contou com a presença do vice-governador, Paco Britto. O evento é característico porque a atual gestão de Ibaneis Rocha (MDB) começou o ano anunciando diversos resultados de investimentos em políticas públicas voltadas a área da educação. O próprio vice-governador, durante a cerimônia, afirmou que o governo investiu, em 2019, cerca de R$ 5 bilhões e 250 milhões neste segmento.
O DF tem atualmente 683 escolas em funcionamento. Entre elas, algumas atuam na chamada “gestão compartilhada”, ou seja, a escola é administrada pelas secretarias de Educação e Segurança Pública. Essas escolas fazem parte do projeto de governo de Ibaneis e também do governo federal, por meio das escolas militarizadas, tão apoiada e defendida pelo presidente Jair Bolsonaro.
No caso do DF, 13 mil alunos, em nove escolas, estão, hoje, em escolas cujas gestões são compartilhadas. Com esse modelo de ensino, o governo também contratou mais professores substitutos, 8.500 mil ao todo. Os profissionais foram contratados através de um projeto de nome “Carência Zero”, que busca contratar professores para garantir o início do ano letivo.

O governo deve seguir nesse rumo de investimento educacional. Em outra ponta, no caso dos uniformes, foram disponibilizados 456 mil unidades, além da liberação do Cartão Material Escolar, que deve beneficiar 100 mil alunos.
Infraestrutura
Outra informação muito divulgada pelo governo nos últimos dias é com relação às reformas das unidades escolares. Segundo o governo, este ano haverá, além do investimento público, um mecanismo de financiamento para direções das escolas através de linhas de créditos concedidas pelo Banco de Brasília (BRB). Vai chamar “Cartão Pequenos Reparos”, com ele os gestores poderão obter crédito para aplicar nas escolas.
“Não se preocupem com a burocracia. Deixem que a prestação de contas fique por conta do BRB, isso vai trazer tranquilidade e transparência para todos”, disse o vice-prefeito.
Novo ensino médio
O DF deve ser um dos poucos território da federação que este ano vai implantar o novo modelo de ensino voltado ao nível Médio. Denominado pelo GDF como o Novo Ensino Médio, o projeto visa fazer com que, ao invés de o ensino ser ofertado e planejado pela Secretaria de Educação, ele passe a ser elaborado pelos próprios estudantes. A gestão Ibaneis acredita que até 2020 todas as escolas estejam dentro desse novo sistema de ensino.
A carga horária total do Novo Ensino Médio será de 3.000 horas por ano, dividida em dois blocos: a Formação Geral Básica (FGB), definida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com 1.800 horas, e os Itinerários Formativos (IF), com 1.200 horas. O DF já adotava as 3.000 horas e, neste aspecto, não houve alteração.
Fonte: Blog do Ulhoa – Por Cláudio Ulhoa