O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal realizou, no dia 23 de março de 2026, no Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), a cerimônia de entrega da “Medalha de Honra ao Mérito do Cinquentenário da Atividade de Mergulho de Resgate – CMAut 50 Anos”. A solenidade teve por objetivo a condecoração de agraciados com a comenda destinada a personalidades militares e civis, bem como instituições públicas e privadas que tenham prestado relevantes serviços à atividade de mergulho de resgate e contribuído para o engrandecimento do CBMDF.
A concessão da medalha foi feita por ato do Comandante-Geral do CBMDF, conforme a Portaria nº 27, de 7 de outubro de 2025. O evento contou com a presença do Comandante-Geral, Coronel Moisés Alves Barcelos, do Subcomandante-Geral, Coronel Flávio Murilo Nunes Pereira, e do Deputado Distrital Roosevelt Vilela, que procederam a imposição das medalhas aos agraciados. Durante a solenidade, também foi prestada homenagem aos bombeiros militares veteranos, representados pelo 2º Ten RRM Marano e pelo Subten RRM Pelegrine.
Histórico da Atividade de Mergulho de Resgate
A trajetória do mergulho de resgate no CBMDF evoluiu de métodos rudimentares, como o uso de garateias e mergulho livre, para uma estrutura profissional e tecnológica de referência. O processo de modernização teve início em 1970, quando os primeiros militares da corporação buscaram especialização no Curso de Mergulho Autônomo da Marinha do Brasil. Esse movimento permitiu que, em 1972, fosse estruturada a Companhia de Salvamento Aquático (CSA), consolidando institucionalmente a atividade e ampliando a capacidade operacional para o resgate de vítimas e bens em diversos ambientes aquáticos.
Um marco decisivo ocorreu em 1975, quando o então Capitão Carlos Augusto Pereira Duarte implantou a primeira edição do curso próprio da corporação (CMAut). A iniciativa estabeleceu um currículo técnico rigoroso, abrangendo desde o condicionamento físico até a fisiologia do mergulho. Ao longo das décadas, o serviço acompanhou a evolução tecnológica, substituindo equipamentos rústicos de traqueia por sistemas modernos de máscara de rosto inteiro com comunicação acoplada, o que aumentou significativamente a segurança e a eficiência das missões.
Atualmente, a atividade é gerida pela Seção de Salvamento Aquático do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS). Com um histórico de 248 mergulhadores formados em 30 edições do curso, o CBMDF mantém hoje 49 especialistas em plena atividade. Esses profissionais não apenas atendem às demandas do Distrito Federal, mas são frequentemente mobilizados para apoiar operações complexas em outras unidades da federação, reafirmando o papel estratégico da unidade no cenário nacional.
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL
“170 anos fazendo valer o lema “Vidas alheias e riquezas salvar”!



FONTE: CBM-DF
