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Uma análise da greve dos policiais civis do DF!

O Jornal Correio Braziliense do dia 23 de novembro de 2011, em seu caderno cidades, página 26,  aborda um tema interessante: A greve dos policiais civis de Brasília. Mais interessante ainda é a chamada: “Policiais fora da lei”. Não costumo abordar temas que envolvam a Polícia Civil, mas hoje quero fazer uma análise sobre a atual greve.

O cenário atual em que se encontra a Polícia Civil do DF relembra-me o cenário em que viviam os Professores e seu sindicato no início do Governo Cristovam Buarque, com suas devidas considerações. Lembro-me perfeitamente, pois atuava no movimento estudantil e dialogávamos constantemente com os integrantes daquele sindicato. O SINPRO após algumas divergências internas em decorrência de perdas de cargos por parte de algumas correntes do PT decidiu pressionar o governo. Tal decisão implicou em uma “greve política” e não em defesa dos interesses da categoria, aquela época o salário dos professores era um dos mais altos do GDF. O governo endureceu, a categoria retornou ao trabalho sem ganhos financeiros e com uma grande derrota política. Nunca mais tornou-se o mesmo e a categoria passou a ter várias derrotas consecutivas, deixando, assim, de ser a categoria mais bem paga do DF.
O SINPOL segue na mesma direção ao decidir por uma “greve política”,  no início de um Governo que enfrenta crises diversas, que trabalha com um orçamento do governo anterior e que não tem nada a oferecer esse ano em termos salariais. Nesse momento, possuem dois dilemas: endurecer, tendo os salários descontados e consequentemente o enfraquecimento do movimento ou ceder e retornar ao serviço sem nenhum ganho financeiro. Uma coisa é certa: o desgaste político da categoria já tornou-se inevitável. Desgaste com o governo e com a sociedade que já não legitima mais as ações da categoria.
Segundo o jornal, “o Governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), disse que vai tomar medidas drásticas caso seja confirmado que a categoria não esteja cumprindo a determinação judicial de manter pelo menos 70% do efetivo em serviço.” Para o governador: “Os trabalhos essenciais precisam ser mantidos. A decisão é judicial. A questão é acionar a responsabilidade do servidor público por não estar cumprindo o seu trabalho.”
Ao Correio, o delegado Onofre de Moraes, diretor-geral da Polícia Civil, disse que “quem não trabalhar terá o ponto cortado a partir do momento em que forem notificados.” Ele se refere a decisão do STF que considerou a greve ilegal.
Outro problema é que nós policiais militares estamos intimamente ligados a suas vitórias e derrotas. Somos gêmeos siameses..

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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