O debate sobre o projeto que autoriza o reforço de capital do Banco de Brasília ganhou novo capítulo na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O deputado distrital Hermeto, líder do governo Ibaneis Rocha, passou a atuar diretamente na defesa da proposta e tem direcionado sua argumentação à preservação dos empregos e à estabilidade institucional do banco público.
A matéria enviada pelo Executivo prevê a recomposição e ampliação do patrimônio líquido e do capital social do BRB, além da possibilidade de garantias patrimoniais. Segundo o governo, a medida integra um plano de fortalecimento financeiro estruturado pela nova diretoria da instituição, em conformidade com normas do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central.
Para Hermeto, a análise do projeto deve priorizar critérios técnicos e os impactos concretos da decisão legislativa. O parlamentar sustenta que a discussão não pode se restringir a disputas partidárias, mas precisa considerar os reflexos sobre milhares de trabalhadores que atuam no banco e dependem da sua solidez.
O líder governista argumenta que uma eventual rejeição da proposta, sem alternativa viável, pode gerar instabilidade no sistema financeiro local e afetar correntistas, servidores e pequenos empreendedores que utilizam os serviços da instituição. Ele também destaca que o BRB exerce papel estratégico no Distrito Federal, seja na gestão de folhas de pagamento, no apoio a políticas públicas ou na oferta de crédito.
Na avaliação do deputado, garantir capital adequado não é apenas uma decisão política, mas uma exigência regulatória para manutenção da operação da instituição dentro dos parâmetros exigidos pelos órgãos de controle. Hermeto afirma que o Parlamento deve exercer sua função de fiscalização e aprimoramento do texto, assegurando transparência e legalidade, mas sem se omitir diante da necessidade de proteger o banco e seus trabalhadores.
A votação da proposta deve mobilizar diferentes correntes na Câmara Legislativa do Distrito Federal e tende a ser interpretada como um indicativo do posicionamento dos distritais diante de uma instituição considerada estratégica para a economia e a administração pública do DF.
