A política de mobilidade urbana implantada pelo Governo de Goiás colocou a Região Metropolitana de Goiânia entre os principais exemplos de transporte coletivo do país. O reconhecimento veio por meio do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades, que apontou Goiânia como uma das regiões metropolitanas mais avançadas do Brasil em governança e integração do sistema de transporte.

O resultado é atribuído ao processo de modernização iniciado durante a gestão do ex-governador Ronaldo Caiado e conduzido pelo governador Daniel Vilela, que manteve a política de investimentos e consolidou o projeto da Nova Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (Nova RMTC).

Com previsão de R$ 1,7 bilhão em investimentos, o programa promove a renovação completa da frota, a modernização da infraestrutura e a adoção de novas tecnologias voltadas ao conforto e à segurança dos passageiros. Ao todo, cerca de 1,3 mil ônibus estão sendo substituídos por veículos equipados com ar-condicionado, Wi-Fi, câmeras de monitoramento e sistemas inteligentes de operação, além da revitalização de terminais, estações e corredores exclusivos.

Outro diferencial destacado pelo estudo é a política de equilíbrio tarifário adotada pelo Governo de Goiás em parceria com os municípios da Região Metropolitana. Graças ao modelo de subsídios implementado pela administração estadual, a passagem permanece em R$ 4,30 desde 2019, mesmo diante da modernização do sistema e do aumento dos custos operacionais. Apenas em 2025, aproximadamente R$ 500 milhões foram destinados para garantir a manutenção da tarifa e assegurar a continuidade dos investimentos.

O levantamento também evidencia que Goiânia possui uma estrutura de gestão considerada uma das mais eficientes do país, reunindo uma empresa pública interfederativa, agência reguladora unificada e sistema de bilhetagem totalmente integrado. Na prática, os usuários podem realizar até oito viagens utilizando um único cartão e pagando apenas uma tarifa, modelo que amplia a integração entre os municípios e reduz o custo do deslocamento diário.

Segundo o estudo, Goiânia também figura entre as poucas capitais brasileiras que conseguiram recuperar o número de passageiros transportados após a pandemia, resultado associado à melhoria da qualidade do serviço, ao fortalecimento da governança e aos investimentos contínuos realizados pelo Estado.

Para especialistas ouvidos pelo BNDES e pelo Ministério das Cidades, a experiência goiana demonstra que planejamento de longo prazo, coordenação entre Estado e municípios e investimentos permanentes em infraestrutura podem transformar o transporte coletivo em um serviço mais eficiente, moderno e atrativo.

O reconhecimento nacional reforça a estratégia adotada pelos governos de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, que priorizaram a modernização da mobilidade urbana como política pública estruturante. O modelo implantado em Goiás passa a ser visto como referência para outras regiões metropolitanas, consolidando o estado como um dos principais exemplos de inovação e eficiência na gestão do transporte coletivo brasileiro.