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Teoria da Motivação Humana

PATRÍCIA DE FREITAS VARANDA
ORIENTADORA: CLÁUDIA SILVA LANA
A teoria da motivação humana de Maslow é baseada na hierarquia das necessidades humanas básicas, fundamentou-se na premissa de que as pessoas trabalham a fim de atender necessidades básicas que, à medida que forem sendo satisfeitas, não provocam motivação para novos esforços. Assim, as organizações precisam descobrir novos incentivos para assegurar uma permanente motivação de suas pessoas. Conforme Bergamini (1997a):
[…] baseando-se nas suas observações como psicólogo clínico, propõe duas premissas básicas a respeito do comportamento motivacional. Em primeiro lugar, supõe que as pessoas desempenhem o papel característico de seres que perseguem a satisfação dos seus desejos, estando principalmente motivadas em atendê-los. Numa segunda etapa, acredita que, quando essas necessidades não possam ser satisfeitas, geram estados interiores de tensão que levam o indivíduo a comportar-se numa tentativa de reduzir tal tensão e recuperar, assim, o equilíbrio perdido. Uma vez satisfeita determinada carência ou necessidades, ela perde seu potencial enquanto força motivadora de comportamento.

BERGAMINI (1997a)
A teoria de Maslow foi abordada por Morgan (1996) que observando esta teoria, comprovou ser ela extremamente atrativa no ambiente da administração, uma vez que ofereceu a possibilidade de motivar empregados através de necessidades de “nível mais alto” sem se pagar a eles mais dinheiro. Morgan (1996) exemplificou o repertório de meios sugerido por Maslow, mostrando como as organizações podem satisfazer os diferentes níveis de necessidades através de ações que envolvem segurança e condições agradáveis de trabalho, seguro-doença, segurança no emprego, organização do trabalho de modo a permitir a interação com os colegas, criação de cargos que permitam a realização, autonomia, responsabilidade e controle pessoal, encorajamento ao completo comprometimento do empregado, entre outras (MORGAN, 1996).
A idéia de hierarquizar ou de classificar os motivos humanos, como Maslow propôs em 1948, foi inovadora para que se pudesse compreender melhor o comportamento humano na sua variedade. Ao hierarquizá-lo, pode-se compreender que tipo de objeto está sendo perseguido pelo indivíduo em dado momento, isto é, que necessidades energizam o seu comportamento (BERGAMINI, 1982). Para Bergamini (1997a), a razão da grande aceitação da teoria de Maslow “é a sua simplicidade e a equivalência entre a pirâmide hierárquica organizacional e forma de apresentação também em pirâmide da seqüência das necessidades motivacionais”.

Em ordem ascendente, as necessidades humanas básicas, de acordo com a pirâmide de Maslow, são as seguintes (LOPES, 1980):

• funções fisiológicas: é o mais básico nível da hierarquia das necessidades. Em geral, corresponde aos motivos primários não aprendidos ou naturais. São as necessidades inatas, como as de alimentação, de sono e repouso, de abrigo ou desejo sexual;
• segurança: constitui o segundo nível das necessidades humanas. Refere-se às necessidades de segurança contra perigos, ameaças, privações, doenças, instabilidade no emprego, inadequada retribuição salarial, etc.;
• sociais: este nível, de maneira aproximada, está relacionado com a vida associada do indivíduo junto a outras pessoas, nasce da natureza gregária do homem;
• auto-estima: diz respeito à necessidade de estimar a si próprio, de como a pessoa se vê e se avalia, de estimar e respeitar outras pessoas e de fazer-se respeitar e estimular por outras pessoas;
• auto-realização: são as necessidades humanas mais elevadas e que se encontram no topo da hierarquia. Representam a culminância das necessidades de todos os níveis. Significa a motivação de um indivíduo para transformar sua percepção de si próprio em realidade, em pleno desenvolvimento de todas as potencialidades de uma pessoa, inclusive da oportunidade de usar o pensamento criativo.
Apesar da popularidade de sua teoria, Maslow admitiu a existência de exceções relativas à seqüência hierárquica proposta por ele. Conforme Bergamini (1997), diversos estudos realizados após a divulgação desta teoria mostraram que não há clara evidência de que as necessidades possam ser classificadas em apenas cinco categorias ou mesmo que as mesmas possam estar em uma rígida hierarquia especial.

Fonte: http://www.claudialana.com.br/?p=1359
Em nossa corporação estamos oscilando entre os vários níveis, pois cada indivíduo está em posição diferente durante a caminhada, como a INSTITUIÇÃO É FEITA DE HOMENS E MULHERES E NÃO DE BENS MÓVEIS E IMÓVEIS, ocorre tais oscilações. É perceptível que a maioria ainda busca o “desejo” por segurança e por “estima” (ser valorizado). Por isso somente o discurso salarial ganha força em nossas pretensas pautas reivindicatórias. Quem entende de motivação sabe que ela é interna e não externa. A motivação é interna e as recompensas externas na base da pirâmide, na auto-realização tanto a motivação quanto as recompensas são internas. Precisamos entender que não é fácil tal compreensão, mas que ela é de fundamental importância para nosso crescimento e desenvolvimento.
Nossas “lutas” no passado foram por melhores escalas, pela etapa alimentação, por “convênios” de saúde, risco de morte (que já entra na valorização), dentre outros. Nossas associações eram altamente assistencialistas. Agora “lutamos” por reconhecimento, respeito e valorização. HOJE BUSCAMOS CIDADANIA PLENA. Alguns já estão na fase da auto-realização. Temos muito a crescer! O limite é o sucesso. Ao atingirmos o topo entraremos em outro nível: Em que nível você está?

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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