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Uma reflexão sobre o movimento reivindicatório, erros e acertos!

A Polícia Militar do DF e o comportamento de seus membros tem sido durante os últimos quatro anos um excelente “objeto” de “estudo”. O último movimento reivindicatório foi uma dos fatos mais interessantes. Durante algum tempo postei várias “análises” do movimento e me surpreendi muitas vezes. Percebi que em algumas delas eu escrevi olhando para os resultados futuros e não para o momento. Um grande diferencial que eu não conseguia transmitir. Acertei em algumas análises e errei em algumas. Um ponto ficou claro para mim, temos pouca vivência e visão política, ainda iremos errar muitos nos próximos anos para aprendermos. Se alguém tiver a curiosidade de ler todas as análises compreenderá o que eu estou tentando dizer.

Durante esta semana foi divulgado em “propaganda governamental” a “redução” dos “índices” de “criminalidade” de vários “tipos penais” nos últimos dois meses. Redução considerada normal em minha opinião, após dois meses de “operação tartaruga”, se considerarmos a “amostra” em que se estão comparando os delitos.
Em minhas análises, enquanto todos falam em “operação tartaruga” eu falava em ir na contra-mão, ou seja, fazer um “choque de ordem”. O que seria isso? Seria basicamente o que o “governo” está fazendo hoje para “reduzir” os índices de criminalidade. Posso citar como exemplo o trabalho realizado nas “entre quadras” do Plano Piloto com o trabalho do BPTRAN, com operação presença e uma pitada de notificações pontuais, além, é claro, de várias abordagens visando a “redução da criminalidade” como as várias operações atuais. Loucura? Para alguém que olha para o momento sim, para alguém que olha para o futuro não!

Falo isso hoje pois fica mais fácil entender e para que sirva de lição para os companheiros de outros estados, já que um “profeta” não é reconhecido em sua própria terra. Antes de qualquer “operação padrão (tartaruga) é preciso de um CHOQUE DE ORDEM. Por que? Para agir preventivamente e ganhar tempo no futuro quanto as “reduções dos índices de criminalidade”. Como assim? Havendo uma operação padrão após um “choque de ordem” a “MAQUIAGEM”, como é chamado o que está sendo feito, leva mais tempo para ficar pronta.
Como eu falei e não compreenderam nos últimos textos serei mais claro para não errarmos nos próximos anos: “Em política não se pode perder o “time”, ou seja, o momento correto. O momento deste ano já era. Fica o ensinamento: Antes de qualquer operação padrão é preciso reduzir os índices de criminalidade para dificultar a maquiagem dos dados posteriormente. Quem está a frente precisa ter visão do antes, do depois e do durante. Precisamos pensar nisso. Ao perdermos o “time” nosso aumento do próximo ano já está comprometido. Dia 31 de agosto é o último prazo para garanti-lo no orçamento. Infelizmente ainda não sabemos o que pedir e como pedir. Precisamos nos aprimorar para os próximos anos. Ainda iremos falhar muito, mas precisamos melhorar a cada dia.

“Sempre tentou. Sempre falhou. Não importa. Tente novamente. Falhe novamente. Falhe melhor.” (Samuel Beckett)

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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