A criação de milhares de postos de trabalho e a chegada de novos investimentos estão entre as apostas da governadora Celina Leão (PP) para impulsionar a economia do Distrito Federal. Em encontro com empresários e representantes do setor tecnológico nesta sexta-feira (16), a governadora defendeu medidas para consolidar Brasília como polo de inovação e ampliar a participação da iniciativa privada no desenvolvimento econômico da capital.

As projeções apresentadas pelo ecossistema de tecnologia apontam para mais de R$ 1 bilhão em aportes privados e a geração de mais de 10 mil empregos nos próximos quatro anos. Os números foram discutidos durante um almoço promovido pelo Brasília Tech Hub, ambiente que reúne mais de 130 empresas do segmento.

Celina avalia que o fortalecimento desse mercado pode criar novas oportunidades para o DF, tradicionalmente dependente da administração pública. A expansão das empresas de tecnologia também abre espaço para o crescimento de atividades especializadas e para a oferta de vagas que exigem maior qualificação profissional.

Para aproveitar esse potencial, a governadora colocou a formação de trabalhadores entre os pontos centrais da estratégia. A intenção é ampliar os cursos técnicos e preparar moradores do Distrito Federal para atender à demanda das empresas. A medida busca aproximar a capacitação profissional das oportunidades disponíveis e favorecer a contratação de mão de obra local.

Outra frente apresentada por Celina é a criação de uma empresa pública dedicada à tecnologia, ao desenvolvimento e à inovação. A proposta prevê a atuação conjunta com o setor privado para desenvolver ferramentas digitais destinadas à modernização dos serviços públicos.

A governadora também defendeu que Brasília aproveite a presença de empresas e profissionais qualificados para ganhar projeção no mercado de inovação. A meta é fortalecer o ambiente de negócios, estimular novos projetos e posicionar o Distrito Federal como referência tecnológica.

As estimativas de investimentos e empregos, porém, são projeções do próprio setor para os próximos quatro anos, e não resultados já alcançados. A concretização desse cenário dependerá da expansão das empresas, da disponibilidade de profissionais capacitados e das condições para atrair novos negócios.