Três pessoas foram conduzidas à delegacia na noite desta quinta-feira (15) após serem abordadas pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) enquanto distribuíam cartazes com críticas à governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP), na Ceilândia Norte.

A ocorrência foi registrada nas proximidades da Quadra 17. Dois homens e uma mulher foram identificados durante a ação e encaminhados à 15ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos.

O material distribuído trazia ataques à governadora e questionamentos relacionados à área da saúde. Entre as mensagens impressas estava a frase “Cadê os 120 milhões da saúde, Celina?”, acompanhada de uma montagem com a imagem da candidata.

Segundo as informações disponíveis, os três envolvidos afirmaram que teriam agido por iniciativa própria, sem orientação de terceiros. A eventual participação de outras pessoas ou grupos na produção, financiamento ou distribuição do material depende de apuração pelas autoridades competentes.

Episódios entram no radar das autoridades

A ocorrência em Ceilândia acontece em um momento de acirramento da campanha para o segundo turno no Distrito Federal. Celina Leão já havia acionado a Justiça Eleitoral em razão da circulação de materiais contrários à sua candidatura em diferentes pontos da capital.

A governadora também anunciou que buscaria a Polícia Federal para apurar possíveis irregularidades eleitorais e identificar responsáveis pela confecção e distribuição de impressos. Celina atribuiu publicamente ao PT possível envolvimento nessas ações, mas essa acusação precisa ser tratada como alegação política enquanto não houver comprovação pelas investigações.

A candidata ainda orientou apoiadores a registrarem, por meio de fotos e vídeos, os locais onde materiais considerados irregulares fossem encontrados, para que as informações pudessem ser encaminhadas às autoridades.

Panfletos com número errado também são investigados

Outro caso envolvendo material eleitoral está sob investigação da Polícia Civil. No Cruzeiro, foram encontrados panfletos que utilizavam a imagem de Celina Leão associada ao número 22, embora o número oficial da candidata na eleição seja 11.

Os impressos teriam sido localizados em diferentes situações, inclusive espalhados pelo chão, afixados em estruturas urbanas e colocados em veículos.

A suspeita investigada é de que a utilização do número incorreto pudesse induzir eleitores ao erro no momento da votação. Até que as autoridades concluam a apuração, porém, não é possível afirmar quem produziu o material nem se houve uma ação coordenada entre os diferentes episódios.

A questão ganhou maior repercussão porque, no primeiro turno, Celina Leão recebeu 825.530 votos, correspondentes a 49,93% dos votos válidos, ficando próxima de encerrar a disputa naquela etapa. Paralelamente, cerca de 26 mil eleitores teriam digitado o número 22, resultando em votos anulados.

Com a campanha entrando em sua fase decisiva, os episódios envolvendo cartazes e panfletos aumentam a pressão para que as autoridades esclareçam a origem dos materiais, seus responsáveis e a eventual existência de infrações à legislação eleitoral.