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Missa de sétimo dia do Sgt Walquenis

Peço perdão pelos dias que fiquei sem postar meus textos. Resolvi viver o luto. Confesso que de todas as últimas perdas de companheiros, senti mais a do Walquenis. Fiz questão de ler todos os comentários sobre nosso amigo, quem serviu com ele na Força Nacional compreende perfeitamente a importância dele para cada um de nós.
Lembro-me perfeitamente de nossas conversas, de seu jeito “casca grossa”, mas do seu coração do tamanho do mundo. Guardo com carinho o dia que fomos ver as molduras para seus certificados, centenas deles, onde ele fez questão de emoldurá-los para colocar em um quarto especial em sua casa.
Outra lembrança que guardo com carinho foi a visita que fiz com minha amiga Akilla Marinho a ele. Conversamos muito, rimos bastante. Ele mostrou cada cantinho da casa dele com orgulho. Quando sua esposa chegou ainda foi preparar um lanche para nós. Boas lembranças…
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A última marcante foi um presente. Ele parou em um posto da “PRV” e durante a conversa ficou sabendo que estava ocorrendo o Curso do TOR (Tático Operacional Rodoviário) e precisavam de um instrutor. Ele me liga, já passa o telefone e diz ao fundo: “Não estou te apresentando um instrutor qualquer, estou te apresentando o melhor.” Era uma grande felicidade vê-lo mesmo que de longe aqui no blog. Quando decidi sair da Força Nacional ele foi um dos que mais insistiu para que eu ficasse. Inclusive me oferecendo vaga em sua equipe que iria para outro estado. Esse era o Walquenis.
Seu funeral foi especial como ele. As palavras de sua esposa foram semelhantes as postadas aqui recentemente por ela: “Perdi um grande companheiro”. Sua tia fez um comentário sobre suas últimas reflexões sobre a vida. Onde ele chega a conclusão a que cheguei de que deveria ter dado mais atenção a família e aos amigos, pois vivia para o trabalho, para a polícia que ele chamava de família.
Lá tínhamos mais policiais da Força Nacional chorando a sua partida do que da PMDF. Uma coluna enfileirada da capeta até a sepultura prestava a última continência a nosso irmão. Seguravam o seu caixão “homens de preto”, da Rotam e da Força. A salva de tiros fora feita por amigos da Rotam e da Força Nacional. Uma homenagem justa para alguém que amava a polícia. Um militar de coração. Alguém que pediu para ser velado de túnica branca…
O helicóptero voando baixo arremessando pétalas de flores e em seu último voou o tripulante operacional a praticamente 45 graus presta de maneira corretíssima, com atitude, gesto e duração a última continência a ele.
Vi que somos humanos e que choramos nossas perdas. O Major Aragon, Diretor da Força, engasgado tenta conter as lágrimas e não consegue ao abraçar o coronel Sant´anna. O último demonstrou claramente sua dor quando me abraçou, juntamente com sua esposa. Ali tive orgulho de ser amigo de ambos. Exemplo de profissionais e de amigos. As vezes tenho a impressão que a PMDF não merece muitos de seus profissionais…
Nesse dia, fui o último a sair do cemitério, juntamente com o Sargento Cosmo da Rotam. Ficamos lá refletindo sobre a vida e a morte…
Posto aqui o recado deixado pela irmã de nosso amigo:
Quero informar a quem interessar que a missa de 7º dia do meu irmão Walquenis será na Igreja Imaculada Conceição, no Setor Central do Gama, próximo ao terminal rodoviário do Gama as 18h30 nesta quarta-feira 12/12/2012, por favor peço a gentileza de comunicar a todos os seus amigos.
Desde já o meu agradecimento.
Walquíria Dias
Pm de luto

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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