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Os bons nunca morrem…

Ultimamente eu tenho me cansado de falar de política, acho que eu quero falar da vida, falar da vida é muito mais interessante do que falar de política. Ultimamente eu ando muito pensativo…
A perda do meu filho trouxe um sentimento que eu não consigo explicar, sabe aquela sensação de vazio? Aquela sensação de que falta algo? É a sensação que eu tenho às vezes…
O Gabriel pra mim era um grande presente de Deus, um presente lindo, um presente maravilhoso. Sabe aquele amigo? Aquele companheiro? Aquela pessoa que fala coisas que você jamais pensou que alguém pudesse falar? Uma criança com alma de adulto? Acho que é o que Gabriel era, aquela pessoa que não te deixa desanimar em nenhum minuto. Às vezes eu paro e fico lembrando dele, tentando me animar (…)

No dia que eu decidi sair de casa, mesmo, no dia da separação, ele ainda pequeno, me perguntou: “aonde você vai pai?”, nós estávamos na casa dos meus pais, eu falei: “cara eu vou lá em casa buscar minhas roupas, porque eu preciso sair de casa. Eu e sua mãe, nós estamos brigando muito e eu acho que é melhor para nós separarmos (…)”
Ele de imediato falou: “eu vou contigo pai!” Eu lembro que enquanto eu pegava as roupas, lá em casa, e ia arrumando, ele me olhava de cabeça erguida e me ajuda em alguns momentos. Após pegarmos as roupas eu disse para ele que a partir daquele momento ele seria o “homem da casa” e que ele teria que cuidar da mãe e da irmã dele. É engraçado como ele fez isso com uma “maestria”(…)
Ele cuidava da Giuliana e cobrava dela até mais do que eu. As vezes até parecia que ele era mais pai dela do que eu. Posso imaginar a falta que ele faz para ela (…).
Eu me lembro de uma vez, algum tempo depois, quando eu tive um relacionamento, e esse relacionamento estava passando por uma crise, ele me contou um sonho e me falou que no sonho tinha uma porta enorme e que para passarmos por ela tínhamos que “ficar pequenos”, e aí conseguíamos passar para o outro lado, e que ao passar, atrás da porta tinha um “F” (enorme) de família, mas não era qualquer “F”, e não era qualquer família, era uma família com “F” maiúsculo, (…) ele me falou que a família era muito importante e que era para eu ficar tranquilo, que eu teria uma família com “F” maiúsculo, uma família de verdade, uma família “feliz” (…)
Que lição que ele me deu ali, aquele dia, naquele momento meus olhos encheram d’água, aí me deu uma paz, uma tranquilidade tão grande, uma paz e uma tranquilidade vindas de um menino, cara, uma completa inversão para os padrões normais, um filho aconselhando um pai, quantas vezes, quantas histórias, ele me deixou um legado, me deixou muitas coisas, me deixou muita saudade, me deixou muitos sonhos…
O Sonho de ver o “IGB” (Instituto Gabriel Brilhante) funcionando está ardendo em meu coração. Mais vivo que nunca. As pessoas que vivem em nosso coração nunca podem morrer. São eternizadas em nossas memórias! Quem sabe com “cinco pães e dois peixinhos” podemos alimentar uma multidão. Dia 06 de dezembro é o dia da chegada e da partida do corpo dele (para nós). Quero que a partir desse ano essa data seja marcante, celebre a vida e não a morte!
Os bons nunca morrem!

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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