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PROPRIOCEPÇÃO: O USO DE INTELIGÊNCIA – CINESTÉSICA NA ATIVIDADE POLICIAL

Você utiliza a PROPRIOCEPÇÃO quando ministra suas instruções diversas, como as com armas de fogo? Ou ainda se vale de termos do tipo “quanto mais suor, menos sangue” ou “faz porque eu estou mandando? A pista de instrução é assim mesmo!”

Bom, para quem ainda utiliza a segunda alternativa, é legal compreender que o perfil dos alunos de da qualidade do conhecimento que você transmite devem convergir para o mesmo ponto. E tudo se inicia na qualidade da transmissão da informação que você repassa.
A propósito, segundo o INSTITUTO COHEN DE ORTOPEDIA, REABILITAÇÃO E MEDICINA DO ESPORTE “Propriocepção é a capacidade do individuo identificar e perceber seus movimentos articulares no espaço. Permite a percepção da extensão e direção dos movimentos, assim como a sensação de peso. Esses mecanismos nem sempre são reconhecidos de forma consciente.”
Esse termo me foi explicado em detalhes,inicialmente, quando perguntei a meu irmão (Educador Físico e professor do Colégio Militar de Brasília, Leonardo da Vinci, Fundação Educacional), em 1995, sobre como justificar o treinamento constante com armas e equipamentos diversos, logo depois que voltei do Curso de Controle de Distúrbios na PMESP; e relembrado pelo SD Petterson, graduando em Educação Física e componente da ROTAM, agora que estamos criando um circuito de exercícios físicos anaeróbios para o Batalhão. Antes disso (1990) a cinestesia era assunto recorrente nas aulas do então Major PMDF Paulo Henrique (mestre em Educação Física), hoje Doutor na mesma matéria e professor na Universidade de Brasília.

Meu irmão, Jeferson Sant’anna, me perguntou o seguinte: “como você acha que um aluno meu sai “do zero” e consegue manter a bola de basquete na mão, driblar, olhar o time, perceber posições e armar jogadas simultaneamente? O segredo é ampliar a capacidade corporal-sinestésica dele ou dela. Isso diferencia a possibilidade de sair do campo defensivo e chegar ao ofensivo sem perder a bola e ainda fazer a cesta. E só se consegue com pistas e exercícios específicos, é claro, visando um objetivo, senão não adianta nada. Os alunos se transformam em atletas, e os atletas em desportistas competitivos. Isso os faz vencer o confronto com o outro time; a confinça de que não mais precisam olhar para mim ou para a bola para perceberem que realizam os movimentos de forma correta, certeiros e no tempo correto.”
O artigo “Efeitos da propriocepção no processo de reabilitação das fraturas de quadril”, escrito pelos médicos e fisiatras Ana Luiza Cabrera Martimbianco, Luis Otávio Polachini, Therezinha Rosane Chamlian e Danilo Masiero, explica ainda que:
” (…) Propriocepção também denominada como cinestesia, é o termo utilizado para nomear a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. Este tipo específico de percepção permite a manutenção do equilíbrio postural e a realização de diversas atividades práticas. Resulta da interação das fibras musculares que trabalham para manter o corpo na sua base de sustentação, de informações táteis e do sistema vestibular, localizado no ouvido interno.”
Mas o que isso tem a ver conosco? Bom, utilizar isso quando ensinamos táticas defensivas, saques, transições de armas curtas e longas, acesso a carregadores e lanternas em nosso cinto, etc., demonstra que nada é criado por acaso, mas sim com fulcro em uma robusta busca de fazer com que participantes em uma capacitação ou treinamento sejam precisos em técnicas policiais diversas. Simples assim!
Dessa maneira, acho interessante que, sempre que trabalho um grupo de alunos, cada um deles compreenda a necessidade de reconhecer a interdisciplinariedade dos conceitos que ensino. Isso diferencia a forma como usam minha informação, dando legitimidade ao motivo pelo qual, por exemplo, exercícios repetidos não são perda de tempo, mas sim uma necessidade de colocar em prática aquele ato ligado a cumprir a lei ( e às vezes usar a força) precisa e involuntariamente.
Sobrevivam!
Fonte: http://leonardosantanna.wordpress.com/2012/11/16/propriocepcao-o-uso-de-inteligencia-corporal-cinestesica-na-atividade-policial/

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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