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“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã."

Sabe aquelas escolhas que ficam marcadas em sua mente? Sabe aqueles dias que mudam a sua vida? Sei que já passou por isso, mas talvez só perceba as marcas algum tempo depois.
Há exato um ano fiz uma escolha, sem saber que era uma das grandes escolhas da minha vida. Estava passando por dificuldades financeira, sendo perseguido em meu trabalho e estressado ao extremo. Nesse dia, recebi um convite para uma viagem, sem custos, mas meus filhos disputavam um campeonato de vôlei, a Copa JK, no final da W3 sul, que durou todo feriadão. Não tive dúvidas…
Um feriadão de quatro dias ensinou-me muitas coisas. Há anos não andava de ônibus, peguei ônibus, metrô, andei bastante a pé, saia cedo de casa e chegava tarde, comia pouco e o pouco que tinha dividia com meus filhos. Somente para ficar próximo deles e vê-los brilhar.
Durante os jogos eu gritava, vibrava, observava. Meu filho vibrava como nunca, pulava como pipoca, jogou como nunca tinha visto, lembro-me de uma jogada onde ele pegou a bola praticamente no chão, apenas espalmando a mão no chão para que ela “pingasse” nela, uma jogada brilhante.
Eu me dividia em dois, pois minha filha estava iniciando, também se esforçava muito, ela competia com o irmão, tentava nos provar que também era uma boa atleta. Lembro-me que ela dava o “sangue”, seu joelho sangrava, pois ela ainda não tinha joelheira e quando o irmão não estava jogando pegava a dele emprestada.
Conversei com vários pais, alguns amigos, outros de São Paulo, aprendi muito sobre o mundo do esporte e a importância dos pais. Ao termino do campeonato minha filha ficou em terceiro lugar e meu filho em segundo lugar, em suas categorias. Ela pede em tom de brincadeira para ele colocar a medalha nela.

Estávamos todos felizes, mas algo me chamou a atenção, naquele lugar pela primeira estávamos eu e a mãe deles assistindo aos jogos. Eu de um lado da quadra e ela do outro, gravando tudo, gritando.
Sem saber naquele dia estávamos homenageando nossos filhos e nos despedindo do mais velho, pois aproximadamente quinze dias depois ele partiria desse plano deixando apenas muita saudade e lembranças como essas.
Como diz a música de Renato Russo: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar na verdade não há.” Tenho aprendido isso e revisto meus planos.

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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