Depois de permanecer calado por mais de uma semana, refletindo sobre o nosso comportamento dentro da Corporação, resolvi voltar com todo vigor ao trabalhos propostos nesse espaço.
A nossa cultura, sempre voltada para os interesses individuais, não nos deixa ver a luz da cooperação. Talvez não tenhamos a capacidade de compreender a luta de alguém que busca ser apenas um “homem livre e de bons costumes”. Talvez não saibamos o que significa a liberdade de podermos falar em um espaço como esse, de sermos ouvidos por nossos superiores, de sermos cidadãos, por isso não valorizamos esse presente de Deus.
Gosto da frase:
“Encare sem medo a face de seus inimigos, seja bravo e honrado para que Deus possa amá-lo, fale a verdade, mesmo que isso leve a morte, proteja os indefesos. Que homem é um homem que não torna o mundo a sua volta melhor?”
A nossa “construção” enquanto seres humanos imperfeitos passa por essa reflexão.
Sou um homem que busca a sabedoria, alguns chamam de acadêmico, outros de “intelectualóide”, digo que sou um “soldado que ousou pensar” enquanto outros sabiam apenas “guerrear”. Tenho orgulho de ser soldado da Polícia Militar da PMDF, me aceito como tal. Sei quem sou, mas sei onde estou. Aceito ser soldado, não aceito as limitações impostas a um soldado, mesmo sendo elemento de execução! Quero ser livre para pensar e avaliar minhas atitudes. Podem aprisionar um homem, mas não podem aprisionar sua mente, quando sua alma é livre!
Não posso pensar, simplesmente porque sou soldado? Não aceito isso!
Não posso falar o que penso, simplesmente porque sou soldado?! Não aceito isso!
Não posso dar aula dentro da Corporação, simplesmente porque sou soldado?!  Não aceito isso!
Não posso escrever um livro que analisa os postos comunitários, simplesmente porque sou soldado?! Não aceito isso!
Não posso crescer na vida, simplesmente porque sou filho de um porteiro, porque morei em uma invasão?! Não aceito isso!
Não posso sentar em uma mesa de negociação com meus superiores, simplesmente porque sou um soldado? Não aceito isso!
A liberdade, a fraternidade e a igualdade entre os seremos humanos é o que busco, ou seja, respeito! Não tenho vaidade por cargos como alguns tentam insinuar. Sou feliz com o que tenho. Faço parte de um grupo e sou fiel a ele. Jamais seria um aventureiro (político) contra meus irmãos e amigos. Tenho um partido chamado PMDF, mas sou ligado ideologicamente a outro que me faz crescer a cada dia. Aprendi com o Rei Davi a respeitar as autoridades. Não me levanto contra elas, no máximo contra suas idéias. Minha luta é no campo das idéias, não das ofensas pessoais!
Precisamos mudar nossa cultura interna, precisamos evoluir…
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