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Aceitação e superação diária…

Gabriel Brilhante meu filho do coração, meu filho de alma, meu amor. Mais uma vez venho a este espaço fazer minha catarse. Durante o dia procuro ser um bom ator. Confesso que ao chegar a noite na solidão do meu quarto não consigo atuar tão bem. Ontem fui com um amigo ao cemitério. Precisava compreender que preciso voltar a realidade todos os dias. Preciso vencer cada hora, cada minuto, cada segundo. Não é fácil, mas estou lutando muito. Hoje tive um grande orgulho ao ver sua irmã  Giuliana Brilhante, minha filha. A força dela é impressionante. Fomos ao Mc Donald´s. Sua presença ainda é muito forte naquele lugar, afinal foi um ano de muita alegria, praticamente todas as terças e quintas, estávamos sorrindo, dialogando, sonhando. O sentimento era de agradecimento por cada momento vivido alí. Não pude deixar de lembrar de sua infância. Lembrar de vc bem pequeno no Parque da Água Mineral. Das suas primeiras palavras, dos seus primeiros passos,  da primeira bola com o símbolo do Corinthians, da primeira camiseta do timão. Lembro de quando ganhamos o campeonato, vc ainda muito pequeno começou a chorar desesperado com meus gritos. Lembro-me com alegria das visitas ao sítio da biza, de quando vc esteve comigo nos momentos mais difíceis, sendo meu conselheiro, meu amigo, principalmente quando me separei da sua mãe e de quando vc descrevia seu sonho sobre uma família feliz, uma família com F maiusculo, alguns anos depois. Não posso esquecer também de nosso último ano. Do dia que dei um golpe na sua técnica e comecei a gritar feito louco mandando vc olhar para mim, ensinando-o a liderar em quadra. Do dia que chamei sua atenção por ser muito marrento, quando pedi para ter mais humildade e vc me disse que se vc não acreditasse em vc, outros não acreditariam. Não posso esquecer do feriadão que deixei de viajar para vê-los jogando na Copa JK. Você jogou muito. Demonstrou tanta maturidade, tanta força, tanta liderança em quadra. Estava pronto. Lembro-me das nossas conversas e dos pedidos que me fez. De como se preocupava com seus amigos e com seu técnico. Não posso esquecer do dia que viu e aprovou meu livro, das estratégias de deixar uma unidade em cada livraria e do seu incentivo dizendo que iria me acompanhar. Cara, você me fazia ter tanto orgulho de vc. Me sentia tão pequeno diante de vc. Adorava ouvir vc dizer que eu era bom, mas que vc seria melhor que eu. Na sua idade vc me superou meu querido. Lembro do nosso passeio no shopping e do livro que escolheu para eu ler. De como vc grudava em meu braço e me beijava sem vergonha algum, como a maioria dos garotos de quinze anos. Te agradeço por sua alegria em minha vida. Você e sua irmã foram os maiores e melhores presentes que Deus poderia me dar. Sou um cara feliz e abençoado por causa de vocês! Você vive em meu coração e em meu pensamento.

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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