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Violência simbólica contra um soldado de polícia!

Para os leitores do Blog Policiamento Inteligente, o termo “violência simbólica” já é conhecido, mas para outros que estão visitando esporadicamente irei esclarecer algumas dúvidas antes de discorrer sobre o tema de hoje. Um dos conceitos mais comentados e menos conhecidos na obra de Pierre Bourdieu é o de violência simbólica.
Criado com o objetivo de elucidar as relações de dominação que não pressupõe a coerção física ocorridas entre as pessoas e entre os grupos presentes no mundo social, o eminente sociólogo francês cunha esta noção, a qual corresponde a um tipo de violência que é exercida em parte com o consentimento de quem a sofre.Uma Instituição como a Polícia Militar há algum tempo abandonou a violência física contra “os” Praças, mas passou a utilizar a violência simbólica de maneira mais ostensiva. A raiz da violência simbólica estaria deste modo presente nos símbolos e signos culturais, especialmente no reconhecimento tácito da autoridade exercida por certas pessoas e grupos de pessoas. Deste modo, a violência simbólica nem é percebida como violência, mas sim como uma espécie de interdição desenvolvida com base em um respeito que “naturalmente” se exerce de um para outro.
Em alguns casos, pressupõe o uso legitimado de estratégias punitivas em relação ao outro, um bom exemplo é a relação aluno/professor, que se utiliza  de reprovações e castigos para aqueles que não se enquadram nos moldes sociais da instituição escolar. No que tange à concordância entre o dominado e o dominador, este aspecto da argumentação de Bourdieu é muito pouco entendido, pois algumas pessoas entendem como se houvesse um acordo formalmente estabelecido no qual a dominação é reconhecida como legítima, quando na verdade esta se dá pela ação das forças sociais e pela estrutura das normas internas do campo do mundo social em que os indivíduos se inserem, e que de certa maneira se incorporam (até mesmo corporalmente) em seus habitus. Acredito que a ausência de conflito gera a dominação, já o conflito gera mudanças significativas.
Mas por que abordar o tema violência simbólica nesse espaço?

Na verdade, preciso dar uma satisfação aos leitores do Blog. Tenho encontrado vários companheiros que me perguntam onde estou trabalhando. Ao responder que estou no CTEsp alguns ficam na dúvida: Ué, você não está na Câmara Legislativa? Vi seu nome no diário oficial desde agosto!
Afirmo aos amigos que não estou lá (Câmara Legislativa) e possivelmente não irei. Por quê? A resposta está lá em cima: Violência Simbólica! Esse tipo de tratamento gera muitos transtornos e constrangimentos, além é claro, de desmoralizar nossa instituição! Particularmente, já sou eu quem não quer mais passar por isso! É muito desgaste para tão pouco…dinheiro nenhum no mundo paga esse tipo de humilhação…
Como já escrevi vários textos sobre o tema, hoje encerro o tema apresentando cópia dos questionamentos feitos a administração, que até hoje não foram respondidos, sobre o motivo pelo qual o Comandante-Geral deu um parecer positivo em um processo, o Chefe da Casa Militar o assina em ato publicado em diário oficial e mesmo assim existem “ORDENS EXPRESSAS PARA NÃO LIBERÁ-LO”. O que gerou transtornos e constrangimentos a minha pessoa.
Até o momento da parte e do requerimento eu questionava a legalidade e impessoalidade do fato, mas agora sabendo que é pessoal e que é uma decisão de comando rendo-me ao sistema, aceitando minha posição de soldado de polícia, ou seja, a de um escravo subjugado.

Obrigado aqueles que se empenharam em ajudar esse pobre blogueiro, soldado de polícia!
Publicação em diário oficial da autorização para ocupar a função de segurança parlamentar – CL 07


Utilizei todos os meios legais dentro da Corporação, mas recebi como resposta o “silêncio”. Somente agora uma Comandante, coronel justa e honesta me recebeu e me ouviu…
Outro tipo de violência simbólica é ouvir superiores hierárquicos e pares utilizando piadas para diminuir minha pessoa. Piadas do tipo: “Vamos ver se você tem bala na agulha novinho!” – “Pressiona a autoridade, caso contrário você não irá!” – “Você não era forte? Enfraqueceu rápido!”
Seria mais justo não criar expectativas, ou seja, indeferir o pedido (processo)!

Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/1721852-pierre-bourdieu-conceito-viol%C3%AAncia-simb%C3%B3lica/#ixzz1asxgtmth
Saiba mais sobre minha “saga” dentro da Corporação:
http://aderivaldo23.wordpress.com/2011/09/27/dois-pesos-duas-medidas/
http://aderivaldo23.wordpress.com/2011/10/05/as-tres-fases-na-vida-de-um-lider/#comment-7216

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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