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A pedagogia da libertação e o policiamento inteligente

Muitos leitores do blog sabem que fui aluno da Universidade de Brasília (UNB), uma escola do pensar crítico, e que milito na área de Educação. Diariamente utilizo da dialética e da retórica para tirarmos nossas dúvidas e crescermos juntos. Acredito que a mudança ocorre do Micro (indivíduo) para o Macro (sociedade). Há quatro anos venho desenvolvendo os conceitos do “policiamento inteligente”, que defini aqui como a busca da eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais tendo como base os anseios da comunidade. Está dentro do conceito moderno de “gestão contemporânea”, na parte administrativa,  dentro da visão da “pedagogia da libertação”, na parte educacional, e dentro da filosofia de polícia comunitária, na parte de polícia. São conceitos densos, mas que precisamos ter conhecimento. É com base em tudo que foi exposto que venho desenvolvendo o conceito de “desmilitarização cultural”, base para a mudança cultural dentro da corporação, e que no futuro acredito ser a base para a construção de um “modelo brasileiro de polícia”. Uma verdadeira quebra de paradigmas dentro do sistema de segurança pública brasileiro.

Como acredito que o policiamento inteligente está dividido em três fases, sendo a primeira delas a fase da conscientização, que passa pela quebra de pré-conceitos (preconceitos) por meio de conceitos, que irão gerar um novo conhecimento, ou um novo modelo, sendo tal fase alicerçada em uma ideologia (um sistema de idéias) e uma filosofia clara, apresento aos leitores os conceitos abaixo:
É interessante conhecermos “A pedagogia da libertação” contida no livro: “Pedagogia do oprimido”. Faz a diferença para quem acredita em mudanças em nosso meio:
Paulo Freire destaca que os educadores devem assumir uma postura revolucionária passando a conscientizar as pessoas da ideologia opressora, tendo como compromisso a libertação dessa classe. O povo e lideranças devem aprender a fazer junto, buscando instaurar a transformação da realidade que os mediatiza. O autor ainda enfoca que o ser opressor precisa de uma teoria para manter a ação dominadora, os oprimidos igualmente precisam também de uma teoria para alcançar a liberdade.

“O fracasso educacional deve-se em particular a técnicas de ensino ultrapassadas e sem conexão com o contexto social e econômico do aluno, mantendo-se assim o status quo, pois a escola ainda é um dos mais importantes aparelhos ideológicos do Estado.”
pedagogia libertadora, também denominada pedagogia da libertação, faz parte dos postulados centrais de Paulo Freire, a qual é conhecida e pesquisada em diversas universidades ao redor do mundo. Esta pedagoria propõe uma educação crítica a serviço da transformação social. O termo está também associado à filosofia da libertação, de Enrique Dussel. Segundo Dussel, o processo pedagógico passa pelo ser humano, que é agente da própria libertação. A Pedagogia Libertadora utiliza “temas geradores”, ou seja, os alunos são alfabetizados com as palavras que usam no dia-a-dia, sempre associando o processo de alfabetização com a vida.

Baixe o livro:
Pedagogia_do_Oprimido

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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