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Para proteger e servir!

Há algum tempo um amigo lançou um blog e fiquei devendo uma divulgação de seu trabalho. Sem querer aflorar meu lado narcisista, já o fazendo, hoje postarei uma entrevista dada ao seu blog. O futuro soldado Rander é um talentoso blogueiro que nos ajudará nessa imensa jornada em busca da transformação de nossa polícia.
Bem vindo ao grupo dos “idealistas”!
Para quem não sabe:
O Idealismo é uma corrente filosófica que emergiu apenas com o advento da modernidade, uma vez que a posição central da subjetividade é fundamental. Seu oposto é o materialismo.
Tendo suas origens a partir da revolução filosófica iniciada por Descartes e o seu cogito, é nos pensadores alemães que o Idealismo está em geral associado, desde Kant até Hegel, que seria talvez o último grande idealista da modernidade. Muitos, ainda, acreditam que a teoria das idéias de Platão é historicamente o primeiro dos idealismos, em que a verdadeira realidade está no mundo das idéias, das formas inteligíveis, acessíveis apenas à razão.
Fonte: Wikipédia
sexta-feira, 4 de junho de 2010

Entrevista com o sd Aderivaldo da PMDF

Criador do blog Policiamento Inteligente, o soldado Aderivaldo, da Polícia Militar do Distrito Federal, vem sendo reconhecido dentro e fora da corporação, como um estudioso e especialista em policiamento comunitário, onde tem até um livro publicado a respeito do tema. Nessa entrevista ao blog Para Proteger e Servir, ele fala um pouco dessa profissão tão controversa, que é de ser policial no Brasil, contando também um pouco da sua experiência, servindo como inspiração para os futuros policiais militares.
Há quanto tempo vc é PM?
R: Ingressei na PMDF em 1999 e neste ano de 2010 completarei, em outubro, onze anos de serviço.
Por que escolheu essa carreira?
R: Sempre gostei da polícia, moro há mais de dezoito anos em frente a um posto policial, mas quando jovem tive um tio brutalmente assassinado. Queria ser polícia para vingá-lo, mas depois de ingressar na polícia percebi que as coisas não funcionam dessa forma.
Pra você, quais foram as maiores dificuldades na carreira?
R: Foram várias no início: o curso de formação foi um desafio, o baixo salário inicial também, algumas dificuldades para estudar, depois para crescer dentro da Corporação, mas, hoje, vejo que tudo valeu a pena e que faria tudo de novo.
Já enfrentou situações de risco na profissão?
R: Sim. Em meu estágio quase morri por causa de uma manobra errada do motorista da viatura, que nos deixou em situação de risco durante uma perseguição, minha porta ficou travada pelo carro do bandido. Outra situação marcante foi uma troca de tiro em Samambaia, com direito a perseguição por cima de telhados, além de uma em que só tinha eu e um parceiro no Varjão, onde nos deparamos a uma situação com tiros no escuro e um baleado com vários tiros na cabeça. Ouvir os passos do bandido se aproximando, em meio a escuridão, é uma sensação única.
O que acha ser mais gratificante dentro da polícia?
R: As amizades, o reconhecimento entre os pares e superiores. Poder ajudar aquele que precisa, quando todas as ajudas falharam.
Como avalia a PM atualmente?
R: Em um processo de mudança. A cultura interna passa por uma grande revolução cultural, que será acelerada com a entrada dos novos policiais nos próximos meses. Cresceremos muito nos próximos anos.
Com a demanda por um policiamento extensivo mais próximo ao cidadão, o policiamento comunitário cresce e se torna fundamental, o que é este policiamento?
R: É uma filosofia que nos aproxima da comunidade. É um movimento progressista de transformação da polícia. É o policiamento do futuro!
Como o policiamento comunitário pode ajudar no combate ao crime?
R: A comunidade não confia na polícia e a polícia não confia na comunidade. Precisamos mudar esse quadro. Se você confia, você confidencia. É essa comunicação que irá revolucionar a segurança pública. A troca de informações e a resposta a altura da sociedade.
Como avalia o policiamento comunitario implantado no DF?
R: Está em fase embrionária. Existe uma confusão. O policiamento comunitário é a junção de FILOSOFIA, MÉTODO E AÇÃO, em Brasília não trabalharam a filosofia. Inverteram o processo. Passaram direto para ação (posto comunitário) e agora estão indo para o método. Tende a fracassar se não focar no ser humano. Devemos focar no policial da BASE, dar condições para que ele aprenda a dialogar, precisamos nos tornar MEDIADORES DE CONFLITO. Esse é o desafio do policial do futuro!
O efetivo da PMDF é suficiente para um bom policiamento?
R: O efetivo é reduzido para o que estamos acostumados a fazer. Se compararmos a outros estados temos o maior efetivo proporcionalmente em relação a população e território.
No final de 2009, conseguimos aprovar o novo plano de cargos e salários da PMDF, o que ele significa para a Corporação hoje?
R: Não vejo como um plano de cargos e salários, vejo como um realinhamento. Houve uma inversão da pirâmide, mas isso tem prazo de validade. Precisamos acelerar o processo e começarmos a pensar em um plano de cargos e salários para os próximos oito anos. É necessário reduzir o tempo de estágio probatório que é dez anos. Temos que reduzir para cinco anos, o que já é feito em outras polícias. Reduzindo o tempo de estágio probatório, reduziremos o intertício para a promoção para cabo, acabando inclusive com a necessidade de vagas para promoção. É um desafio, mas é possível.
O que diria para os novos policiais militares que estão entrando para a Corporação.
R: A luta diária é árdua, mas é gratificante. Não entrem na guerra que divide nossa polícia, pois ela é composta de grandes homens em todos os níveis. Juntos somos fortes, separados seremos facilmente dominados! Se virem um bom policial imití-o. Ao ver o um péssimo policial olhe para dentro de si e se questione. Reavalie suas atitudes todos os dias. A polícia precisa mudar, a polícia está mudando, a polícia vai mudar! Depende de cada um de nós!
Agradecimentos: Alane Moraes
Postado por Rander Moura às 20:28
Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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