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As pessoas querem ver a "desgraça" dos companheiros na PMDF, nunca seu crescimento!

A vida tem me ensinado muito sobre as pessoas, mas principalmente sobre a Polícia Militar. Como Cristão sempre me perguntei porque as coisas não andam por aqui. Quando entrei na PM me falavam da maldição da “cruz”, pois foi um soldado que feriu Jesus na Cruz. Percebo que há algo mais em tudo isso. Aqui as pessoas são pessimistas, invejosas e conflituosas. As vezes precisamos confrontar ambientes tóxicos para que eles sejam curados. Tenho feito minha parte, mas estou me cansando.
As pessoas são egoístas por natureza, mas aqui as vezes são mais egoístas que o normal. As pessoas querem ver a “desgraça” dos companheiros, nunca seu crescimento. Tenho acompanhado os ataques a minha pessoa em vários ambientes virtuais. Somente porque tenho uma visão de mundo diferente da maioria e porque tenho progredido profissionalmente. Amo a polícia militar e me esforço, da minha maneira, para projetá-la e melhorá-la, mas não espero nada de retorno por parte de seus integrantes. Nunca esperei e cada dia espero menos. Por isso não me frustro. Sei que grandes expectativas podem gerar grandes frustrações.
O verdadeiro teste dos relacionamentos não é apenas saber o quão leais somos quando nossos amigos fracassam, mas a força de nosso entusiasmo quando eles alcançam a vitória.  Na média, as pessoas não querem que as outras pessoas fiquem acima da média. Elas querem vê-las medíocres, muitas vezes igual ou pior do que elas.
Uma das perguntas que sempre fiz em minha vida foi: Fico feliz e vibro quando meus amigos fazem sucesso? Sempre fiz questão de ligar e parabenizar cada amigo que foi promovido antes de mim. Sempre foi uma forma de matar qualquer surgimento de inveja, além de trabalhar minha humildade. Isso é importante para nosso crescimento.
O que percebi ao longo dos anos de trabalho com pessoas é o seguinte: você pode ser capaz de impressioná-las com seus êxitos, mas, se quer influenciá-las, compartilhe seus fracassos. Todo mundo já errou, por isso é uma ótima maneira de se estabelecer um vículo. O problema é que, por se identificar com mais rapidez com  o fracasso, as pessoas, às vezes, enfrentam dificuldade em se ligar com o sucesso. E se não fazem isso, podem ficar ressentidas.
Com frequência, as mesmas características que impedem uma pessoa de alcançar o sucesso (insegurança emocional, mentalidade tacanha, inveja mesquinha) são as que as atrapalham na hora de celebrar o sucesso alheio. Gente assim costuma se comparar com os outros, e descobre que estão em situação inferior. Com isso, enfrentam muita dificuldade para se superar.
Precisamos entender que a vida não deve ser um “eterna” competição. Não estou competindo com ninguém na polícia militar e nem fora dela. Sou um cooperador dentro do sistema. Tenho a convicção que é impossível fazer qualquer coisa realmente significativa por conta própria. Talvez esse será o grande ponto dos fracassos sucessivos dos movimentos reivindicatórios da PMDF. É muito difícil alcançar o sucesso sem ajuda. E, mesmo que você seja bem sucedido, não aproveitará muito sem amigos. A vida é melhor numa comunidade de pessoas a quem amamos e que nos amam também.
Quando penso no valor da paz interior, que é o que eu busco, muitos pensamentos surgem na mente:
1) Meu sucesso só pode ser alcançado com a ajuda de outras pessoas;
2) Minhas lições só poderão ser aprendidas com a ajuda de outras pessoas;
3) Minhas fraquezas só poderão ser transformadas em pontos fortes com ajuda de outras pessoas;
4) Minha capacidade de servir só pode ser testada quando estou sob a autoridade de outras pessoas;
5) Minha influência só pode ser estendida por meio de outras pessoas;
6) Minha liderança só pode ser focada em outras pessoas;
7) O melhor de mim só pode ser revelado em outras pessoas;
8) Meu legado só pode ser deixado para outras pessoas.
Infelizmente descubro todos os dias que a pior parte do sucesso é tentar descobrir alguém que compartilhe sua felicidade. As pessoas em nossa Corporação deveriam aprender a não olhar para os amigos, a família e companheiros de trabalho como concorrentes. Espero que a maioria seja o tipo raro de pessoa que se alegra com o sucesso dos outros.
Só para encerrar, continuarei falando o que eu penso e o que eu vejo! Não direi o que algumas pseudo-lideranças querem que eu diga. Ninguém é obrigado a ler meu blog.

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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