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Uma análise da assembléia dos policiais militares no dia 15/03/2012!

Sempre após uma “assembléia” de nossa categoria tenho feito uma pequena análise do movimento. Sei que após meus comentários uma tensão paira sobre as “lideranças” da Corporação. Volto a afirmar que não sou pessimista. Sou realista. É possível que eu saiba ou veja coisas nos bastidores que outros não estão vendo.
É fato que  provavelmente não tenhamos aumento este ano. É fato que é muito difícil lutar contra os números do Governo Federal e do Governo Local. É complicado lutar contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Precisamos compreender que a afirmação de que não teremos aumento ou de que a possibilidade é mínima não visa nos desmotivar, mas sim esclarecer que precisamos nos manter mobilizados até o mês de novembro quando teremos a “possibilidade” de incluirmos nosso aumento no  orçamento do próximo ano.
Já fiz uma análise de que na arte da guerra não podemos cansar a “tropa” e que possivelmente teríamos uma redução dos participantes do movimento e que o discurso radical poderia ganhar força. Creio que isso já esteja ocorrendo. Isso me preocupa. Particularmente creio que tínhamos aproximadamente umas 4 (mil) pessoas nesta manifestação. Uma redução de mais da metade da última assembléia. Pouco a pouco restarão apenas os mais “radicais”.
Hoje não vi mais um movimento inteligente. Vi algo de diferente neste dia. Algo de diferente está ocorrendo. Fiquei muito preocupado ao ver vários homens correndo em direção a Câmara Legislativa e toda segurança da casa correndo para um lado e para o outro preocupados com uma possível invasão. Ainda bem que ainda temos pessoas sensatas em meio ao tumulto. Tal atitude poderia gerar um grande problema caso uma pessoa jogasse uma pedra ou desse um chute nas vidraças. Quase me vi na Bahia. Ainda bem que nossos policiais são esclarecidos. Mas até quando?
Vejo um “endurecimento” do movimento no futuro, mas não é o momento.  Creio que tal momento seja apenas no segundo semestre. Vejo a criação de um grupo de trabalho semelhante a criação de CPI´s. É uma forma de ganhar tempo e sempre termina em pizza. Está claro que o movimento tornou-se palco político para alguns. Já tem gente achando-se vencedor nas urnas na próxima eleição. Mais uma vez volto a perguntar: O governo irá fortalecer seus adversários concedendo aumento a pedido deles? A ausência de representantes do governo no movimento é um recado que não pode ser desprezado. A política é feita de sinais. Precisamos voltar a organização inicial…
Se a operação tartaruga não está surtindo mais efeito é preciso alternar com outra operação…

Deputadas Distritais: Eliana Pedrosa e Celina Leão
“O líder que muda de ideia com frequência logo perde a confiança de seus seguidores, que percebem sua insegurança. Se ele mesmo não acredita em si, como pode esperar que os outros acreditem?”
Quem não sabe pedir nunca recebe o que deseja!
“Os cinco passos fundamentais para o sucesso:
1) Definição de um objetivo;
2) Desenvolvimento de poder suficiente para alcançar o objetivo;
3) Elaboração de um plano prático para a realização do objetivo;
4) Reunião do conhecimento especializado necessário à realização do objetivo;
5) Persistência na execução do plano.
De alguma forma, toda pessoa bem-sucedida segue esses cinco passos – umas, inconscientemente ou por acaso, enquanto outras seguem um planejamento com próposito definido.”
Ps:
Particulamente não sou contra a participação de parlamentares de oposição. Eles tem a sua utilidade. Eles só não podem dar o direcionamento do movimento. O radicalismo para eles é interessante. E este não é o momento de endurecermos. O momento chegará, caso o governo não se posicione! Não é agora.

Aderivaldo Cardoso
Aderivaldo Cardosohttps://policiamentointeligente.com
Especialista em segurança pública e cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília
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